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Hacker de Araçatuba entra na lista vermelha da Interpol

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Condenado por invasão de dispositivos eletrônicos e extorsão, Patrick Brito passa a ser alvo de alerta global enquanto permanece fora do Brasil
Condenado por invasão de dispositivos eletrônicos e extorsão, Patrick Brito passa a ser alvo de alerta global enquanto permanece fora do Brasil

O hacker Patrick César da Silva Brito, de 32 anos, natural de Araçatuba, passou a integrar a Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), mecanismo utilizado para comunicar forças de segurança de diversos países sobre pessoas procuradas pela Justiça.

A medida ocorre após sua condenação, em agosto de 2025, pelos crimes de invasão de dispositivos eletrônicos e extorsão contra o ex-prefeito de Araçatuba Dilador Borges (PSDB) e sua esposa, Deomerce Damasceno. De acordo com a ação penal, ele teria acessado ilegalmente os aparelhos do casal e exigido dinheiro para não divulgar informações pessoais obtidas durante as invasões.

Patrick está fora do país e chegou a ser preso em dezembro de 2022 na região de Belgrado, capital da Sérvia, onde residia. Desde então, busca na Justiça impedir sua extradição para o Brasil.

Caso ganhou repercussão nacional

Patrick Brito foi preso pela primeira vez em janeiro de 2021, em Araçatuba, acusado de invadir o telefone celular do então prefeito e tentar extorquir R$ 70 mil para não tornar públicas informações armazenadas no aparelho.

Após a prisão, o hacker passou a afirmar que teria colaborado com investigações policiais e prestado auxílio em diferentes apurações. Segundo sua versão, essa relação teria continuado mesmo depois de sua mudança para a Sérvia.

Para sustentar suas alegações, ele anexou a procedimentos judiciais documentos e registros financeiros que, segundo a defesa, comprovariam a existência desse vínculo.

Parte dessas informações também aparece em um inquérito conduzido pela Polícia Federal que investiga uma suposta fraude em concurso público, caso no qual Patrick é citado nas apurações.

Defesa questiona inclusão

Por meio de nota, o advogado Paulo Klein informou que a defesa recebeu com tranquilidade a inclusão do nome de Patrick Brito na Difusão Vermelha da Interpol, argumentando que a medida já era conhecida há vários anos.

A defesa sustenta que o processo apresenta irregularidades e afirma confiar que a análise internacional do caso poderá resultar na exclusão do nome do hacker da lista de procurados, após a apreciação dos argumentos apresentados.

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