Em 1º de outubro é comemorado o Dia Mundial do Vegetarianismo. A data surgiu em 1977 pela Sociedade Vegetariana dos Estados Unidos para conscientizar a população sobre os princípios éticos, ambientais, de saúde e humanitários deste estilo de vida.
Dados
O G1 publicou uma matéria em 20 de março de 2024, que é o Dia Mundial sem Carne, informando que, segundo o Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), cerca de 30 milhões de brasileiros são vegetarianos.
A reportagem ainda relata que o Brasil é o quinto país com maior consumo de carne per capita anual do mundo, de acordo com dados de 2020 divulgados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Com uma média de 107kg de carne por ano por pessoa.
Em 2022, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) encomendou uma pesquisa pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) e constatou que 46% dos brasileiros já deixaram de comer carne, por vontade própria, pelo menos uma vez na semana.
A pesquisa ainda aponta que um terço dos brasileiros já buscam opões veganas nos cardápios em lanchonetes e restaurantes do país, ocasionando no aumento de opções veganas e vegetarianas em estabelecimentos.
Segundo o Mapa Veg, um site que contabiliza quantos vegetarianos, veganos ou simpatizantes deste estilo de vida tem no país por meio de cadastro no site, São Paulo é o estado com mais inscritos (11.225), sendo 6.779 vegetarianos, 3.608 veganos e 838 simpatizantes. Araçatuba tem 41 pessoas cadastradas.
Vegetarianismo x veganismo
Segundo a SVB, o veganismo “é um movimento em que seus adeptos excluem, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais – seja na alimentação, vestuário ou outras esferas do consumo”.
E no vegetarianismo, se tira os produtos de origem animal do cardápio. Há vários tipos:
- Ovolactovegetarianismo: a pessoa que não come nenhum tipo de carne, mas come ovos, leite e lacticínios;
- Lactovegetarianismo: pessoa que não come nenhum tipo de carne e pode incluir leite e lacticínios;
- Ovovegetarianismo: pessoa que come nenhum tipo de carne e pode incluir ovos;
- Vegetarianismo estrito: não come nenhum produto de origem animal
- Alimentação vegana: a pessoa não come alimentos de origem animal e nenhum deles poderá ter sido testado em animais;
- Alimentação plant based: alimentação que não utiliza nenhum produto de origem animal e prioriza alimentos naturais, evitando o consumo de refinados e processados;
- Flexitarianismo: propõe a redução do consumo de alimentos de origem animal priorizando os vegetais.
A SVB também informa que os principais motivos que levam um indivíduo a se tornar vegetariano são:
- Ética, pois, no Brasil, são abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto para produzir carne, leite e ovos.
- Saúde, já que estudos apontam efeitos positivos na saúde de quem prioriza alimentos de base vegetal e diminui as de base animal.
- Meio ambiente, pois segundo a ONU, o setor pecuário é o maior responsável pela erosão de solos e contaminação de mananciais aquíferos do mundo, e também por ser responsável pela emissão de cerca de 14,5% de gases do efeito estufa oriundos de atividades humanas.
- Sociedade, já que a atividade pecuária contribui significativamente para o desperdício global de alimentos, uma vez que são consumidos de 2 a 10 kg de proteína vegetal para produzir apenas 1 kg de proteína de origem animal.
Segunda sem carne
Uma das campanhas mais populares da SVB é a Segunda Sem Carne (Meat Free Monday), que existe em mais de 40 países, e no Brasil foi lançada em 2009 pela SVB em parceria com setores público e privado, trabalhando na inclusão de opções à base de vegetais na alimentação, trocando pelo menos um dia da semana a proteína animal pela vegetal.
Em um dia sem comer produtos de origem animal, a pessoa contribui para: poupar 22 m² de terras no planeta, economiza 3.500 litros de água, ajuda a poupar 8 kg de grãos que seriam produzidos para fazer ração dos animais criados para consumo; deixa de emitir 10 kg de CO2 eq na atmosfera.
Vida sem carne
A moradora de Araçatuba, Ingrid da Silva Ariça, de 29 anos, conta que decidiu virar vegetariana após assistir ao documentário A carne é fraca, há 10 anos. “Eu assisti a esse filme e parei de comer carne no dia seguinte”.
Para Ingrid, no começo a mudança foi difícil, por sermos a vida toda adaptados à alimentação onívora. “O início para que que dá até uma abstinência. E antes era mais difícil ter eventos e restaurantes com opções sem carne. Hoje em dia é mais comum”, afirma.
Além de ter sido tocada ao descobrir como é feito o abate dos animais, Ingrid também acredita que esse estilo de vida contribui para o meio ambiente. “Pelos documentários você entende como é todo o processo, então eu percebi que se as pessoas adquirirem a consciência de que existe a opção de não se alimentar com carne e aderirem a isso, não só menos animais serão sacrificados, como também diminui o desmatamento, dentre outras questões ambientais. E isto, melhora a vida no planeta para todos os seres vivos”, enfatiza.
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