A mãe de um adolescente de 17 anos está sendo acusada de surrar o menor dentro da residência em que ambos moram, no Jardim Monterrey, em Araçatuba. A Polícia Militar precisou intervir para interromper o sofrimento do garoto.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher acusada de praticar as agressões, identificada como PCO, de 48 anos, teria dado início à sessão de espancamento logo depois que uma assistente do Caps (Centros de Atenção Psicossocial) encerrou o atendimento ao jovem, LF, na tarde de quarta-feira (02), em um condomínio de apartamentos do bairro.
Um vizinho que testemunhou a agressão, inclusive, afirmou aos soldados que teria filmado todo o episódio da violência da mãe contra o filho. Ele disse que PCO começou a espancar LF no início da tarde e que o menor precisou fugir se arrastando por uma escadaria do condomínio, já que está com as duas pernas quebradas.
Ela teria batido no adolescente com um pedaço de pau e arremessado vários objetos contra ele, sendo que dois chamaram atenção da testemunha: um aquário de vidro e a cadeira de rodas que LF tem usado.
Enquanto os policiais ouviam a testemunha, presenciaram o menor sentado no chão, com marcas de agressão nas costas. PCO, muito nervosa, começou a xingar os agentes de segurança e agrediu verbalmente o menor dizendo que ele era um "esquizofrênico inútil"
Os agentes tentaram acalmar a mulher, porém ela estava transtornada e, segundo os vizinhos, a ira decorreria do uso de entorpecentes, o que impossibilitaria qualquer diálogo. Os policiais deram voz de prisão para PCO, que precisou ser contida com puxão de cabelo, após tentar escapar da equipe pela escadaria do residencial em que mora. Ela foi algemada e levada para a Central de Flagrantes.
Na delegacia, ela afirmou que o filho é usuário de crack e em certas ocasiões, devido a crises de abstinência, a agride. A mulher, inclusive, declarou que momentos antes de a PM chegar, ele havia ameaçado esfaqueá-la.
A mãe afirmou ter fotos para provar sua versão e disse ainda que há laudo psiquiátrico comprovando ser LF paciente de esquizofrenia. A psicopatologia o faria se alterar facilmente. A mulher relatou que, na semana passada, o filho havia dado uma facada em um outro adolescente, foi detido e liberado no mesmo dia devido à comprovação da doença.
Segundo a mãe, em outro momento o menor já se jogou do terceiro andar do prédio, após um surto. Ela afirmou que não é usuária de drogas como os vizinhos haviam dito, por isso foi expedido um pedido de exame no Instituto Médico-Legal.
Por conta das versões conflitantes, a polícia iniciou uma investigação minuciosa para entender o relacionamento entre mãe e filho. O menor foi auxiliado por um assistente social e levado para uma casa de acolhimento temporário.
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