Com o tema “Amor para superar, amor para recomeçar”, está em curso uma campanha do Ministério da Saúde de incentivo à doação de órgãos. Um gesto fundamental, solidário e altruísta que pode salvar várias vidas.
O objetivo é incentivar a população sobre a importância da doação de órgãos e os profissionais de saúde que lidam com essa situação delicada para as famílias e são agentes estratégicos para essa conscientização. É que sem a autorização dos familiares, o gesto tão necessário não se concretiza.
Entre exemplos do quanto a decisão faz literalmente a diferença na vida de tantas pessoas, está o caso registrado na Santa Casa de Araçatuba. Na ocasião, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) coordenou a captação de coração, fígado, rins e córneas de uma paciente de 21 anos, de Gabriel Monteiro, que teve morte cerebral.
O complexo trabalho de apoio logística, que envolveu até mesmo avião da Força Aérea Brasileira, marcou a décima captação deste ano na Santa Casa e foi um sucesso.
A Folha da Região contou a história da paciente que havia sido internada no dia 1º de outubro em quadro gravíssimo de politrauma e traumatismo cranioencefálico, causados por acidente de trânsito. Ela passou por cirurgias e tratamentos intensivos, mas não reagiu aos tratamentos.
“Foram realizados todos os exames do protocolo para investigação de morte encefálica, que foram conclusivos. A família autorizou a doação dos órgãos”, informou naquela ocasião a assessoria de imprensa da Santa Casa, reforçando o quanto o papel dos familiares é fundamental neste processo.
Os órgãos da jovem foram posteriormente destinados aos hospitais Beneficência Portuguesa (São Paulo), Unicamp (Campinas) e Hospital de Base, de Rio Preto.
Doação e transplantes no Brasil
O Brasil é o segundo país do mundo que mais realiza transplantes, que é garantido a toda a população por meio do SUS. Em 2021, foram feitos cerca de 23,5 mil procedimentos, desse total, cerca de 4,8 mil foram transplantes de rim, 2 mil de fígado, 334 de coração e 84 de pulmão, entre outros. O país tem mais de 600 hospitais de transplantes autorizados.
Através do QualiDOT, o Programa de Qualificação do Sistema Nacional de Transplantes, o Ministério da Saúde implantou a avaliação de critérios e indicadores dos centros transplantadores do país. O programa consiste no monitoramento e avaliação dos serviços de transplantes de órgãos e de medula óssea, mediante acompanhamento de indicadores quali-quantitativos e a concessão de incentivo financeiro adicional para serviços de alta performance.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.