Neste ano de 2022, o Dia dos Namorados é comemorado hoje, no segundo domingo do mês. Todo dia 12 de junho, no Brasil, os casais se preparam para celebrar o amor, enquanto o comércio se prepara para os lucros. A data comemorativa para os namorados surgiu nos Estados Unidos, a partir de São Valentim, um santo católico que viveu no Império Romano e se tornou símbolo do romantismo por lutar contra a proibição do casamento no final da Idade Média.
Ele fez oposição ao imperador Claudio II que acreditava que os homens eram melhores em combate quando solteiros. Em 1949 no Brasil, João Dória, empresário do ramo de publicidade, elaborou uma programa comercial que estaria relacionado com a comemoração do dia dos namorados no país.
O dia escolhido por Dória, no entanto, foi o 12 de junho, um dia antes da comemoração do dia de Santo Antônio, considerado o Santo Casamenteiro. De acordo com Diego Nagate (32), historiador de Araçatuba, Dória se inspirou no sucesso da comemorativa nos EUA e adaptou a data para o Brasil. "Aqui no país o propósito inicial de marcar uma data para os namorados, era estimular a venda como acontece no Dia das Mães e dos Pais. A data está diretamente ligada ao comércio", afirma.
Durante os períodos das história, a maneira de enxergar o amor mudou, assim como as relações entre os casais. Antigamente, o que era um dia para casais, nos EUA virou mais uma data para presentear entes queridos. Enquanto no Brasil, a data é marcada com buquê de flores acompanhadas de cartões e encontros românticos.
Para Nagate, essa relação do Dia dos Namorados com o comércio precisa ser percebida para que o amor seja o principal foco, uma vez que o consumismo pode chegar a qualificar o quanto se ama alguém. "A publicidade massiva contribui para uma expectativa grande em relação à demonstração de amor. Ganhou um anel de brilhantes? Amor eterno.
O parceiro não lembrou nem da data? Relacionamento falido. Em períodos de crise como esta, o casal é praticamente obrigado a ponderar os gastos e expressar o amor de forma mais humilde", conta. "Entender que a data é comercial, nos dá discernimento para separar uma coisa da outra.
Não podemos deixar que o consumismo determine o valor de alguém para nós. A data não deve influenciar em uma avaliação do tamanho do amor, deve ser mais um dia para aproveitar a oportunidade de amar", finaliza.
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