A indústria do esporte tem acompanhado nos últimos anos um estreitamento, ainda que tímido, na distância entre as categorias feminina e masculina no que diz respeito à ampla cobertura e premiações.
Porém, atender e aproximar o público de modalidades disputadas por mulheres continua sendo um desafio para quem busca atender essa demanda - muitas vezes reprimida. Foi pensando nisso que a NSports, plataforma brasileira de streaming esportivo, desenvolveu um projeto para dar visibilidade à mulher através das transmissões de provas e jogos.
Quem minimiza a busca por igualdade de gênero dentro do esporte costuma argumentar que os eventos disputados por mulheres não dão audiência, consequentemente não sendo rentáveis o suficiente para justificar o apoio de patrocinadores. Para Guilherme Figueiredo, CEO da NSports, reverter essa mentalidade passa pela criação de um ecossistema em torno do esporte feminino, trazendo ao público os bastidores de clubes e equipes, além das histórias pessoais dessas mulheres.
Poucas marcas sabem que os esportes femininos têm um propósito atrelado à narrativa de sua história. Precisamos eliminar esse descompasso entre a oferta e a demanda. Amplificar as vozes femininas no esporte tem um enorme valor potencial para as marcas. Não apenas financeiramente, mas também em termos do que sinaliza para a igualdade de gênero", diz Figueiredo.
"As marcas devem ser guiadas por um propósito e comunicar ações a consumidores e parceiros de maneira clara e efetiva. Não é apenas um porta voz. É preciso se conectar com as pessoas de forma genuína. É preciso mais storydoing e menos storytelling." A Unesco publicou no ano passado um estudo apontando que apenas 4% do espaço na cobertura esportiva é dedicado às modalidades disputadas por mulheres. Apesar dos números desanimadores, o futebol feminino se mostrou ferramenta importante para capitanear futuras mudanças.
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