Adriano Fernandes Luiz da Silva foi condenado a 12 anos de prisão, em regime fechado, por matar a tiros o policial militar da reserva Wilson de Lima Gomes. A sentença foi proferida pela juíza Silvia Camila Calil Mendonça, da 1ª Vara de Guararapes, após decisão de júri popular anunciada ontem (15). O réu não terá direito de recorrer em liberdade.
O homicídio ocorreu na madrugada do dia 31 de janeiro de 2019, na Estrada Municipal Natal Scatolin. Adriano Fernandes Luiz da Silva foi identificado e preso horas depois do crime. Ele foi denunciado pela promotora Maria Cristiana Lenotti pelos crimes de homicídio qualificado e furto.
O Ministério Público informou que o acusado não concordava que a sobrinha e afilhada mantivesse relações amorosas com o policial Wilson. Devido a isso, Adriano seguiu o casal até um canavial, localizado próximo a um motel da cidade de Guararapes-SP, para surpreendê-lo.
Ele trajava um capuz que cobria o rosto e portava uma lanterna e uma arma de fogo, e, ao chegar ao local, se aproximou do carro em que o casal estava e ordenou que a moça sentasse no banco traseiro do veículo. Em seguida, atirou contra a cabeça e o tronco de Wilson.
Depois do crime, o acusado mandou a sobrinha subir na garupa da motocicleta que dirigia e a deixou perto do motel, e ainda pegou os celulares de ambos. Em um primeiro momento a jovem tentou proteger o tio, porém acabou por relatar à Polícia Civil que o reconheceu como autor dos disparos.
De acordo com promotora Maria Cristiana Lenotti Neira, o motivo de Adriano para o crime foi fútil, evidenciado pelo fato de ter matado a vítima em razão de não aceitar o relacionamento, e utilizou recurso que dificultou a defesa do ofendido, pois o abordou desarmado e desprevenido.
Com informações do site G1.
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