A dona de casa Ana Paula Claudino, 36 anos, moradora em Avanhandava, foi presa na noite de quarta-feira (23) por assassinar o ex-companheiro, o agente penitenciário Anderson Amaral Prado, de 32 anos. A condenação foi de 8 anos em regime inicial semiaberto.
CRIME
No dia 5 de junho, a Polícia Militar foi informada que um agente penitenciário havia cometido suicídio com disparo de arma de fogo, na casa em que morava com a companheira.
Chegando no imóvel, os policiais encontraram o homem ainda com vida, deitado na cama com ferimento na cabeça. Ele foi levado ao pronto-socorro, mas não resistiu.
Ao lado da cama foi encontrada uma pistola calibre 380, travada e caída no chão. Também haviam quatro cápsulas deflagradas e mais duas no fundo da residência.
Equipe do IC (Instituto de Criminalística) realizou perícia no imóvel.
JULGADA
O policial que relatou a ocorrência contou que pela quantidade de sangue encontrada no local do crime e pela experiência que tinha, acreditava que a vítima teria levado mais de um tiro. Ainda segundo ele, na residência havia uma cinta pendurada com as seguintes palavras: “educação e respeito”.
Ao questionarem Ana Paula sobre a cinta, ela começou a chorar e disse que era agredida pelo ex-companheiro com o acessório. Depois, confessou ter matado ele usando a pistola.
A acusada alegou que não aguentava mais as agressões e torturas que sofria do ex-companheiro e que ele já havia feito dois disparos com a pistola no quintal da casa, e por isso tinha medo dele tirar a vida dela.
Apesar dos argumentos, o delegado não considerou o ato como legítima defesa, já que a acusada efetuou quatro disparos contra a vítima, que estava deitada na cama no momento.
A cinta e computador da vítima foram apreendidos pela polícia. Claudino foi presa em flagrante por homicídio qualificado por meio que dificultou a defesa da vítima e ficou à disposição da Justiça.
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