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PF prende quadrilha acusada de fraudar mais de R$ 100 milhões

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
OPERAÇÃO Foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão na região. Foto: Divulgação
OPERAÇÃO Foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão na região. Foto: Divulgação

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quintafeira (11), quatro pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha de estelionatários. De acordo com levantamento da polícia, o quarteto mantinha um esquema de Pirâmide Financeira com movimentação estimada em R$ 100 milhões nos últimos quatro anos. Foram presos o empresário dono do esquema, o diretor geral do grupo, a ex-esposa do empresário e a diretora financeira.

A operação foi deflagrada pela PF com apoio da Polícia Civil e Ministério Público Estadual de Santa Fé do Sul, para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual de Santa Fé do Sul. Além das prisões foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão a serem cumpridos em Araçatuba, Santa Fé do Sul, Santa Clara d’Oeste, Votuporanga, Bebedouro, Casa Branca, Americana, Santana de Parnaíba e São Paulo.

De acordo com a PF, o empresário e o diretor geral do grupo investigado foram presos quando saíam de uma casa de shows em Jales, já de manhã. Os mandados foram cumpridos por policiais federais à paisana. Todos foram conduzidos até a sede da PF em Jales para serem ouvidos pela autoridade policial.

A operação batizada de Ponzi faz referência a ações fraudulentas e sofisticadas de investimento que envolve a promessa de altos rendimentos às vítimas à custa do dinheiro pago pelas pessoas que estão na base da pirâmide.

A FRAUDE

 A Polícia Federal, concluiu pelas investigações que em dois anos o empresário preso abriu dezenas de empresas e filiais em várias cidades do interior paulista. As empresas teriam como fachada a oferta de serviços de créditos de bancos, mas todo o esquema era voltado para convencer poupadores a entregarem suas economias em troca de taxas de juros de até 6% ao mês. Esses juros seriam pagos com recursos de novos investidores, caracterizando o esquema de Pirâmide Financeira.

A polícia apreendeu junto aos indiciados uma mansão, chácaras, um terreno às margens do Rio Paraná, vários carros de luxo e uma aeronave. Além de três embarcações de grande porte apreendidas com apoio de equipes da Polícia Militar Ambiental de Fernandópolis.

PENAS

 Se condenados, os criminosos irão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, falsidade ideológica, estelionato, crime contra a economia popular e organização criminosa. As penas máximas somadas podem chegar a 24 anos de prisão.

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