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Alto Alegre quer diversificar economia e fortalecer agricultura

Por Redação |
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68 ANOS Dos 4,1 mil habitantes, 583 moram na zona rural, o que equivale a 14 % da população altoalegrense. Foto: Divulgação
68 ANOS Dos 4,1 mil habitantes, 583 moram na zona rural, o que equivale a 14 % da população altoalegrense. Foto: Divulgação

Município completa hoje 68 anos de existência

Alessandra Nogueira

Com pouco mais de 4 mil habitantes, o município de Alto Alegre, a 65 quilômetros de Araçatuba, completa hoje (dia 24 de junho) 68 anos de emancipação política, com o desafio de fortalecer a agricultura e agronegócio, carros-chefes de sua economia, e ao mesmo tempo atrair novos investimentos para diversificar as atividades econômicas e gerar mais empregos.

Para isso, o município tem firmado parcerias para garantir uma maior assistência no campo, com a participação de produtores rurais e do governo do Estado, visando garantir melhores condições de produção e de escoamento dos produtos agrícolas, por meio do Programa Melhor Caminho.

A cana-de-açúcar é o principal produto do município, que atende à demanda das usinas de açúcar e álcool da região, com uma área plantada de 15.690 hectares. Em seguida, vem as pastagens, com 11.000 hectares que abrigam 26.550 cabeças de gado de corte e leiteiro.

Outros destaques são o amendoim (800 hectares), batata doce (251 hectares), milho (182 hectares) e seringueira (181 hectares).

Paralelamente a estas culturas, o município estuda incentivar o plantio de limão para exportação, segundo o prefeito Carlos Sussumi Ivama (MDB). "Iniciamos contato com uma exportadora, que tem interesse em comprar todo o limão que for produzido aqui. Vamos conversar com os agricultores e estimular a produção da fruta", afirmou ele.

Além do fortalecimento do agro, Carlos Sussumi Ivama está buscando atrair novas empresas para a cidade. Pelos seus cálculos, o município deverá receber pelo menos R$ 1 milhão de investimentos da iniciativa privada até o fim do ano, com a instalação de uma fábrica de cartelas de ovo, uma de nutrição animal e outra de pré-moldados de concreto, que, juntas, deverão gerar 50 empregos diretos.

"Mesmo diante da pandemia, alguns setores se desenvolveram e são eles que a gente está buscando", afirmou o prefeito, ressaltando que a maioria da população trabalha no campo, seja na roça, nas usinas da região ou nos prestadores de serviços para o agronegócio.

O município recebe, também, dois investimentos públicos de grande porte. O primeiro deles, no valor aproximado de R$ 3 milhões, é o novo prédio do hospital municipal, que funciona hoje em um imóvel de terceiros.

Com recursos do governo do Estado e de emendas parlamentares, o município conseguiu reformar e ampliar uma antiga escola para abrigar o hospital, que será inaugurado em julho, com 18 leitos clínicos e dois centros cirúrgicos, para procedimentos de baixa complexidade, com custeio próprio. "Para um município de 4 mil habitantes, é uma grande conquista", disse o prefeito.

Outro investimento foi possível por meio de recursos do Fundo do Interesse Difuso (FID), que encaminhou R$ 1 milhão para a construção do Centro de Serviços e Cidadania, que vai abrigar a secretaria de Assistência Social, o Fundo Social de Solidariedade, Detran e Procon. A previsão de inauguração é para agosto deste ano. "Este espaço vai concentrar vários serviços para melhorar o atendimento à população", completou o prefeito Carlos.

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