Os clubes participantes do Campeonato Paulista e a Federação Paulista de Futebol (FPF) se reuniram nesta segunda-feira (29) e decidiram que vão fazer uma nova tentativa para conseguir a liberação da disputa do torneio. Os médicos dos 16 clubes e mais o departamento médico da FPF elaboraram um protocolo mais rígido contra a covid-19 para ser apresentado ao Ministério Público (MP). A expectativa é convencer a entidade para retomar os jogos o quanto antes.
Para convencer o MP, a FPF promete que nesta fase emergencial os elencos vão seguir uma série de cuidados. Os times vão permanecer concentrados em hotéis ou centros de treinamento, em regime de isolamento e sem contato externo. Os jogadores e membros das comissões técnicas serão testados antes e depois de cada partida com um intervalo máximo de três dias para os exames, haverá aferição contínua da temperatura de funcionários dos clubes e o rastreio de contato de possíveis casos positivos.
O novo protocolo estabelece ainda que os clubes deverão reduzir a quantidade de pessoas presentes aos jogos e treinos e aumentar cuidados com a higienização de instalações e produtos que serão manipulados nos centros de treinamento. A FPF ordena que o time mandante terá de informar a quantidade de leitos de UTI disponíveis na rede da cidade do jogo para o caso de emergências médicas.
O conteúdo será apresentado ao MP porque partiu do procurador geral do órgão, Mário Sarrubbo, a recomendação para interromper o Campeonato Paulista. Posteriormente, o governo estadual aderiu ao pedido e determinou a suspensão das atividades coletivas esportivas. A reunião online entre MP e FPF seria realizada na noite de ontem.
A reunião foi convocada na sexta-feira, horas depois de o governo de São Paulo ter prorrogado a fase emergencial até 11 de abril. O Campeonato Paulista realizou pela última vez partidas dentro do Estado em 14 de março. Desde então, a competição tentou organizar jogos em outros locais e chegou a ter dois compromissos disputados em Volta Redonda (RJ).
A FPF selou acordo com a prefeitura local em troca da doação de dez respiradores e dez monitores para o tratamento de pacientes com a covid-19.
PUNIÇÃO
A Ponte Preta resolveu fazer uma ação com o valor da multa do lateral Yuri. Punido pela diretoria da equipe campineira por quebrar os protocolos de saúde em combate ao novo coronavírus, o jogador precisou arcar com um valor, cujo montante não foi divulgado, que acabou sendo convertido em cestas básicas para a campanha Campinas Sem Fome.
A ação é para ajudar as pessoas mais vulneráveis durante a pandemia da covid-19. Com a ajuda da Ponte Preta, devido à multa de Yuri, a campanha arrecadou 140 cestas básicas. A prefeitura ainda fará uma doação, no estilo drive-thru, nos dias 10 e 11 de abril. Outros postos de arrecadação estão distribuídos pela cidade campineira.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.