*Carolina Marques*
Nesta segunda-feira (01), Câmara dos Deputados e o Senado Federal elegem seus novos presidentes. Dependendo do resultado, podem ser postos pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Um dos nomes cotados e importantes para a votação é o deputado Arthur Lira (PP-AL), líder do Centrão, e que busca ser o novo presidente da Câmara. Bolsonaro tenta firmar apoio ao deputado e, assim, conseguir barrar a abertura de seu processo de impeachment. O cargo tem especial importância porque dá ao seu ocupante o poder de barrar ou iniciar um impeachment.
A pressão pela cassação do presidente aumentou nas últimas semanas com o agravamento da pandemia do coronavírus e a pequena quantidade de vacinas obtidas pelo governo Bolsonaro neste momento para imunizar a população. Há mais oito deputados concorrendo ao comando da Casa, mas o único que apresenta alguma ameaça à vitória de Lira é Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e que se coloca como independente do governo. Já no Senado, a candidatura de Rodrigo Pacheco (DEMMG) conseguiu atrair apoio de vários grupos ideológicos, que vai de senadores próximos ao governo Bolsonaro à bancada do PT.
Outro nome importante é da candidata Simone Tebet (MDB-MS), quem tem vantagem na disputa contra Pacheco. A mesma é entusiasta de pautas associadas à operação Lava Jato, como a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Apesar das discussões nos bastidores, os apoiadores de Bolsonaro não temem o impeachment. Gislaine Targa, líder do Movimento Nas Ruas em Araçatuba diz que não há risco de ocorrer o processo. "Bolsonaro hoje tem base parlamentar, altíssima popularidade e também lidera amplamente a corrida para 2022", destaca. Para ela, não há motivos para o impeachment do Presidente, comparado às pedaladas de Dilma Rousseff ou às já condenações, indiciamentos e ações judiciais de Lula. "Não há clima, não há motivo, nem força política opositora para isso. Arthur Lira deve se eleger na segunda feira como Presidente da Câmara.
Maia sai do cargo reduzido e humilhado, após vários deputados decidirem não apoiar Baleia Rossi. E Bolsonaro ainda liberou dois ministros de peso para votarem na segunda feira, o Onyx Lorenzoni, Ministro da Cidadania, e Tereza Cristina, do Ministério da Agricultura. Uma tacada excelente. Bolsonaro sairá extremamente fortalecido com vitória de Arthur Lira." Gislaine cita ainda que a avaliação do Governo continua em alta, segundo uma pesquisa do DataFolha, na semana passada. "A cada divulgação os percentuais de ótimo e bom sobem. Por mais que tentem esconder, omitam e não divulguem, o Governo segue em frente com projetos de alto impacto, mas ainda bem que a população está atenta. Aliás, para quem acha que o governo não faz nada porque não encontram nada na mídia tradicional." Apoiador do presidente, o pecuarista Eduardo Ferreira diz que os pedidos são todos muitos frágeis, não existindo motivos de corrupção, como nome em lista de propina de empreiteiras, participação ilícita em estatais, como a Petrobras, desvio de dinheiro público, nem superfaturamento durante a pandemia. "Estamos há 700 dias sem escândalos de corrupção por parte do Governo Federal com nenhuma denúncia do Ministério Público. Não existem motivos consistentes.
Esse processo só ocorre com o povo na rua e a grande maioria da população está com o Presidente, vimos recentemente na Praia Grande e no interior da Bahia as pessoas na rua o aplaudindo e ovacionando e não pedindo impeachment." Apesar de não acreditar que será impeachmado, ele diz que seria péssimo a troca de comando em uma pandemia. "Analiso que está fazendo um mandato sem pensar em reeleição, inaugurando várias obras agora, terminando outras de mandatos anteriores e a reeleição e 2022 será devido a aprovação popular que tiver." O pecuarista diz que o Governo Bolsonaro está no caminho certo. "Apesar das grandes dificuldades em se governar o Brasil, tendo um STF invadindo atribuições do executivo e um presidente do Congresso sabotando excelentes projetos do governo", finaliza.
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