O relatório da autópsia realizada no corpo de Diego Armando Maradona apontou a presença de substâncias encontradas em medicamentos psicofármacos, usados contra ansiedade e depressão.
Os exames, que começaram no dia 2, uma semana após sua morte, não registraram o uso de drogas ilegais ou álcool e concluíram que o astro argentino morreu por causa de um "edema agudo de pulmão secundário e insuficiência cardíaca crônica exacerbada". Também foi descoberta uma "cardiomiopatia dilatada " em seu coração.
Em nota divulgada na noite de terça-feira (22), o MP de San Isidro revelou os resultados das análises complementares da necropsia, ordenadas para determinar se houve negligência, imprudência, ou imperícia nos tratamentos de saúde.
De acordo com o relatório, Maradona sofria de cirrose, necrose tubular aguda (transtorno renal), glomeruloesclerose focal (insuficiência renal), aterosclerose (acúmulo de gordura e colesterol nas artérias), doença isquêmica do coração (aterosclerose das artérias coronárias) e hiperplasia arterial no nó sinoatrial (doença cardíaca). O coração de Maradona pesava 503 gramas, o dobro do normal. Com isso, ficam ainda maiores as evidências de que ocorreram negligências no tratamento dos médicos que tratavam do ídolo argentino.
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