O setor de turismo em Araçatuba já tem sentido crescimento na movimentação para o ano que vem. As procuras por viagens a longo prazo e remarcações já tem acontecido, sendo a maioria, para o mês de agosto de 2021.
De acordo com Tatiane Gomes, gerente de vendas da empresa CVC Turismo, durante o período de pandemia o setor foi um dos mais afetados. “No período de março até o fim de agosto, tivemos mais de 600 contratos cancelados por conta da paralisação. Os destinos estavam fechados assim como aeroportos e fronteiras, então ninguém estava viajando”, afirma.
A partir do mês de setembro já foi possível perceber a retorno das movimentações, mesmo que em processo mais lento, segundo ela. “Ainda existem muitas restrições nas viagens e algumas pessoas preferem não viajar agora. Contudo a maioria já tem remarcado seus destinos e alguns já estão até viajando”, comenta Tatiane.
O período mais procurado tem sido agosto de 2021, em que a CVC já alcançou 50% de sua meta mensal de 300 mil para um período sem pandemia. “Acredito que essa procura melhore cada vez mais, justamente pela vontade de sair de casa após tanto tempo em isolamento também adaptamos preços mais acessíveis para o momento. Tanto que a maioria das procuras têm sido para depois de março até o fim de agosto”, conclui ela.
Já na agência de viagens Fox Travel, segundo informações, a procura começou a voltar com tudo a partir de julho. “Muitas pessoas já fecharam viagens para outubro e novembro, e algumas também já estão fechadas para o ano que vem”, disse o funcionário.
De acordo com informações da agência Avtur - Auto Viação e Turismo, foi possível notar o aumento da procura no mês passado. “Fechamos muitas viagens para o fim do ano, pois muitos destinos, principalmente no Nordeste, já liberaram praias etc, então as pessoas estão aproveitando. Só quem é do grupo de risco do coronavírus que ainda está um pouco receoso”, contou um funcionário.
Numa escala nacional 54% das operadoras de viagens não realizaram nenhuma venda no mês de abril, comparado a 21% em agosto. Em comparação ao ano passado, para 40% das empresas a perca de faturamento chegou a 90% em agosto de 2020 comparado ao mesmo período do ano passado.
Agora, em processo lento de recuperação, as operadoras têm vendido contratos para novembro e dezembro desse ano. Ainda assim 71% das empresas prevêem faturamento menor para o segundo semestre de 2020 comparado a 2019.
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