Apesar de a população carcerária tem tido uma queda acentuada nos últimos meses, as unidades prisionais da região continuam superlotadas. De acordo com levantamento feito pela reportagem da Folha da Região, as oito penitenciárias da região administrativa de Araçatuba têm capacidade de receber uma população de 7.309 presos, mas hoje abrigam 12.210 pessoas. São 4.901 pessoas a mais.
De acordo com os números da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo) da qual a reportagem da Folha da Região teve acesso, somente a unidade I de Mirandópolis tem capacidade maior que o número de detentos até a última quara-feira (23). Lá, são 327 presos para 516 vagas. A pior situação é a da unidade III de Lavínia, que tem capacidade para receber 844 presos e tem uma população atual de 1.843 pessoas.
A situação só não é pior porque o sistema prisional de São Paulo, segundo a agência de notícias Folhapress, teve uma redução de quase 18 mil presos desde maio do ano passado e atingiu, neste mês de setembro, sua menor população em sete anos. São hoje 216 mil pessoas nas 176 unidades do estado, ante 234 mil encarceradas em maio de 2019, segundo dados da gestão João Doria (PSDB) obtidos pela reportagem.
Só essa população de 18 mil presos seria suficiente para encher 21 penitenciárias com capacidade para 847 vagas, a unidade padrão, e é superior à massa carcerária de 16 unidades da federação, como de Mato Grosso do Sul, que tinha 17.423 presos em dezembro de 2019, segundo números do governo federal.
FATORES
A queda, segundo especialistas ouvidos pela reportagem da agência, pode ser atribuída a uma série de fatores, entre eles os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Decisões judiciais levaram à soltura de presos em situação de risco; além disso, as atividades criminais tiveram forte queda nos meses de isolamento social.
Sobre este último fator, o número de pessoas presas pela polícia paulista despencou 25,2% de janeiro a julho deste ano. Foram 95 mil homens e mulheres presos nesses meses, ou cerca de 32 mil prisões a menos que as 127 mil efetuadas no mesmo período de 2019.
Os efeitos da pandemia são visíveis quando se observa que as maiores quedas se deram em abril e maio, quando a quarentena era mais intensa. Em maio, por exemplo, a retração de pessoas presas chegou a 38,5%. Em 2019, no mesmo mês, a polícia prendeu 19.305 pessoas, ante 11.878 neste ano.
Conforme o jornal Folha de S.Paulo mostrou em abril, os crimes patrimoniais caíram até 65% nos primeiros 15 dias da quarentena decretada pela gestão João Doria (PSDB) em março. Os furtos em geral tiveram redução de 27.429 para 9.622 casos.
Confira a tabela:

Com informações Folhapress
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