Economia

Famílias pobres de Araçatuba são as que sofrem mais com a inflação de alimentos

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro.
Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro.

As famílias mais pobres de Araçatuba e região são as que mais têm sofrido com a alta da inflação, puxada arroz (19,2%), feijão (35,9%), leite (23%) e ovos (7,1%). Segundo o Indicador de Inflação por Faixa de Renda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), esse fenômeno vem ocorrendo desde março deste ano.

Levantamento feito pela reportagem da Folha da Região, na tarde desta segunda-feira (14), o preço do pacote de cinco quilos de arroz estava, em média, em R$ 28,80. Há dois meses era possível comprar por até R$ 17,00. A pesquisa do jornal apontou, ainda, que o quilo de feijão estava sendo vendido entre R$ 7,20 - R$ 9,08 e o pacote de 500g macarrão tinha preço mínimo de R$ 2,19 e máximo de R$ 3,51. Já o óleo de cozinha, embalagem de 900ml, variava entre R$ 6,04 e R$ 8,79.

Segundo o economista e pesquisador em economia local e regional, professor Marco Aurélio Barbosa de Souza, a inflação é historicamente um dos principais problemas enfrentados pela economia em decorrência do impacto dela sobre a camada mais vulnerável da população, os mais pobres.

Ela é também, segundo ele, um elemento que aumenta a concentração de renda em um sociedade, prejudica as exportações e traz distorções ao funcionamento do sistema econômico. Dos anos 1980 até 1994 enfrentamos um cenário de hiperinflação que trouxe traumas profundos para a sociedade brasileira.

É um cenário que deve ser combatido a todo o custo pelo governo por meio de suas tradicionais Políticas Econômicas.

De acordo com o Ipea, em agosto, a inflação de famílias mais pobres (cuja renda domiciliar é menos do que R$ 900) teve variação de 0,38%, acima da taxa de 0,10% percebida pelas famílias mais ricas (com renda maior do que R$ 9 mil).

Com o resultado de agosto, a inflação no ano chega a 1,50% para famílias mais pobres, enquanto as famílias mais ricas têm uma deflação (queda de preços) acumulada de 0,07%. Em 12 meses, o acumulado para famílias mais pobres é de 3,20%, mais do que o dobro (1,54%) das famílias mais ricas.

O Ipea constatou que o grupo de despesas que está mais pressionando a inflação é o de alimentos no domicílio, que formam o gasto com maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres, e que subiram 0,78% no mês.

No ano, alimentos importantes para os brasileiros acumulam altas de preços: arroz (19,2%), feijão (35,9%), leite (23%) e ovos (7,1%).

Ao mesmo tempo, os serviços tiveram queda de preços, o que provoca um alívio mais intenso no orçamento das famílias mais ricas. Os gastos com educação recuaram 3,47% no mês. As mensalidades escolares, por exemplo, tiveram quedas de preços em agosto: creches (-7,7%), escolas de ensino fundamental (- 4,1%) e escolas de ensino médio (- 2,9%).

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