A região de Araçatuba completa, nesta sexta-feira (07), 40 dias sem chuva com volume considerável, superior a 10 milímetros, o que equivale a 10 litros de água por metro quadrado. Os dados são do Canal Do Clima de Ilha Solteira. E mesmo com tanto tempo sem uma reposição robusta, o nível dos reservatórios na região continuam com nível alto. Já a umidade relativa do ar está sendo afetada consideravelmente (leia mais abaixo).
De acordo com dados do Sistema Interligado Nacional, da ANA (Agência Nacional das Águas), nesta quarta-feira (5), o reservatório de Ilha Solteira trabalhava com volume útil de 73,21%, com nível de água de 326,74 metros. Já o reservatório de Três Irmãos estava com volume útil de 70,03%, com 326,60 metros de nível.
Nas usinas da região, ainda de acordo com a ANA, a situação também é considerada confortável. Em Jupiá, o nível de água estava, também na quarta-feira, em 279,73 metros. Na de Nova Avanhandava, o volume era ainda maior, chegando a 357,68 metros.
Em Araçatuba, o nível de água no Rio Tietê tem sido considerado ‘normal’ por pescadores, apesar de tanto tempo sem uma chuva considerável. A reportagem da Folha da Região visitou alguns pontos do rio na cidade e registrou que o nível da água, se não está perto das marcas das cheias, também está longe do limites comuns das secas. Várias embarcações foram vistas transitando normalmente pelo rio.
TEMPO SECO
Segundo o site especializado, Clima Tempo, a umidade do ar em Araçatuba e região tem se mantido perto do limite mínimo considerável, de 30%. Este era, inclusive, o índice na cidade nesta quinta-feira (6).
De acordo com a Defesa Civil, as condições meteorológicas do momento – tempo seco e altas temperaturas – dificultam a dispersão de poluentes, além de favorecer a formação e propagação de queimadas, o que prejudica a qualidade do ar nos centros urbanos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível considerado aceitável de umidade relativa do ar é acima de 30%. Abaixo disso há vários possíveis problemas de saúde decorrentes da baixa umidade do ar e que afetam principalmente as vias respiratórias.
O ressecamento das mucosas das vias aéreas é o mais comum deles, deixando o indivíduo mais vulnerável a infecções virais, bacterianas, crises de asma, sinusite e rinites, uma infecção das mucosas que, segundo a OMS, afeta 25% dos brasileiros.
Além disso, a desidratação causada pelo ar muito seco torna o sangue mais denso, tornando a pessoa mais suscetível a alergias e problemas oculares. Os problemas continua mesmo quando o clima esquenta, mas continua seco, já que a absorção do suor pela pele é acelerada, deixando a pele ressecada.
Por outro lado, a alta umidade relativa do ar também causa seus estragos. Nesse caso, o problema é justamente o contrário: a evaporação lenta do suor, que ajuda a resfriar o corpo e a dissipar o calor, levando à sensação de mal-estar e desconforto.
As recomendações, em casos de ondas de calor e pouca umidade, incluem: evitar exercícios físicos ao ar livre nos momentos mais quentes do dia (11h às 17h); permanecer em locais protegidos do sol; evitar sair ao ar livre sem proteção solar; usar soro fisiológico nos olhos e narinas; e umidificar o ambiente.
PREVISÃO
A combinação de alta temperatura, com baixa umidade do ar, continuará a ser a tônica da região. Até segunda-feira (10), por exemplo, não há previsão para chuva. O calor continuará com máxima em torno de 30 graus. A mínima chegando a 16 graus.
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