Araçatuba

Interesse por compras online deve continuar mesmo após a pandemia

Por Redação |
| Tempo de leitura: 4 min

O interesse dos consumidores em fazer compras online, alavancado pelo isolamento social, deverá permanecer após a pandemia de covid-19, revela a pesquisa Impactos da Pandemia no Comportamento do Consumo do Brasileiro, realizada pelo Instituto Locomotiva. Foram ouvidas 2.006 pessoas de 72 cidades de todos os estados do país.

O levantamento mostra que 50% dos entrevistados que frequentavam livrarias e papelarias não fariam mais questão de ir às lojas físicas depois da quarentena. Em relação a lojas de artigos para crianças, o percentual é de 49%, a perfumarias e petshops, de 44%; a lojas de departamento e shopping centers, de 41%; e a lojas de material de construção, de 38%.

Durante a pandemia da covid-19, muitas lojas foram obrigadas a fechar as portas devido ao isolamento social. Por conta disso, muitas pessoas estão optando por compras online desde o início da quarentena.

A estudante Letícia Vilela Ferreira, 18 anos, de Birigui, conta que tem comprado muito por lojas no Instagram. “Compro roupas e acessórios e, recentemente, tenho comprado também produtos de maquiagem em alguns sites internacionais”, diz.

Apesar das compras onlines frequentes nesse período, Letícia diz que não tinha o costume de utilizar desse método antes. “Eu prefiro ir presencialmente comprar, para poder pegar o produto na mão e experimentar”, fala.

Com a experiência, a estudante completa dizendo que pretende continuar utilizando a internet para compras mesmo após a pandemia. “Peguei mais confiança nos sites e lojas online. Mesmo assim, pretendo voltar às compras presenciais também, preferindo compras online quando o preço estiver abaixo das lojas físicas. Isso porque pode acontecer de chegar e não ser o que eu esperava”, finaliza.

A estudante Núbia Matheus dos Santos, 18 anos, de Araçatuba, conta que sempre realizou compras pela internet. “Neste período, tenho comprado roupas, sapatos, maquiagem e também acessórios para celular. Porém, antes da pandemia, já costumava comprar pela internet pelo menos 5 vezes no mês”, relata.

Núbia diz que acha a opção de compra online muito mais prática, principalmente neste momento. “Não preciso sair de casa e ter contato com outras pessoas, além de ter bastante tempo para analisar o produto antes da compra”, conta.

O social media e consultor de vendas Luis Amaro de Oliveira Junior, de 20 anos, trabalha em uma loja de mochilas e malas do comércio de Araçatuba e conta que, desde a pandemia, estão implementando alguns métodos de atendimento online e através de redes sociais. “Antes da pandemia, já estávamos nos estruturando para atender o público fora da microrregião de Araçatuba, criando métodos de atendimento e pagamentos online”, diz.

Luis diz que o ritmo de vendas online, via WhatsApp, sempre foi alto, porém com a pandemia a procura aumentou. “As pessoas começaram a utilizar mais da ferramenta para conhecer o produto, realizar pesquisa de mercado e efetivamente concluir a compra. Além disso, como social media da loja, a procura se mantém no mesmo ritmo, os dias comemorativos têm a sua alta, mas a efetivação do cliente está cada vez mais flexível”, fala.

Para realizar o método de vendas online, o social media e consultor de vendas diz que foi possível reunir o útil ao necessário nesse momento.

“Como já estávamos nos estruturando para futuramente firmar esse método, tivemos que fazer algumas mudanças de acordo com o protocolo, a forma de atendimento e como o produto chegaria até o cliente. Buscamos manter esse sistema de vendas online mesmo após a pandemia, buscando atingir um público maior na região.

Apesar do aumento de procura por compras online, Luis diz que não há como especificar um percentual. “Pois, o que inicialmente começamos a fazer foi fortalecer o atendimento para a iniciação das vendas. Porém, se for analisar o mês passado em relação a esse mês, por exemplo, estou em acúmulo de 3 vezes mais de atendimento e efetivação”, comenta.

Além de trabalhar com esse tipo de venda, Luis conta que ele e sua família sempre realizam compras online, de diversas coisas, acessórios diários, calçados roupas, eletrônicos; com a pandemia só intensificou.

“O conforto e disponibilidade que a internet te oferece é o maior usufruto desse sistema de vendas. Como técnico em vendas, eu entendo que o relacionamento físico com o cliente é o principal meio de efetivação de compra, mas quando você consegue introduzir esse atendimento de forma rápida, confiável e satisfatória para a internet, ele se torna uma opção adequada para determinados momentos, como o de agora. E eu particularmente também gosto, porém existem sempre algumas precauções a tomar”, relata Luis.

Apesar da praticidade em alguns casos, outras lojas só implantaram o sistema de vendas online por conta da pandemia. João Octávio Boregio, de 20 anos, é vendedor de uma loja de utilidades de Araçatuba e conta que, antes da pandemia, só usavam a internet como vitrine e não para vendas.

“Estamos utilizando das vendas online agora pela necessidade do momento, porém não há muito interesse em continuar com esse método após a pandemia, pois acreditamos que seja menos lucrativo”, diz.

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