Ventos de 60 nós, equivalentes à velocidade de 110 km/h, foram registrados nos momentos que antecederam a queda do hangar no aeroporto Dario Guarita, em Araçatuba, na tarde da última segunda-feira (16) e que levou à morte de Fabiane Paiva Buchalla. É o que informa a Folha da Região na sua edição desta quarta-feira (18).
Os dados foram confirmados pela empresa Azul Linhas Aéreas, que opera regularmente no aeroporto. A Azul opera no local um equipamento de rádio chamado EPTA (Estação Permissionária de Telecomunicações Aeronáuticas), que monitora a ação dos ventos para o controle dos voos das companhias aéreas.
A informação sobre a operação desse serviço de acompanhamento dos ventos por meio da Azul foi confirmada pelo Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo).
Segundo especialistas no país, o vento de 110 km/h é classificado como uma tempestade violenta. É o numero 11 de uma escala que vai de 0 a 12. Neste estágio costumam ser registrados estragos generalizados em construções, além de árvores arrancadas, e a velocidade do vento pode variar de 103 a 117 km/h. Apesar da velocidade, o vento acima dos 100 km/h não pode ser chamado de furacão.
Parte da cobertura do galpão levada pelo vento parou às margens da rodovia que dá acesso ao Aeroporto e pedaços da estrutura foram encontrados a 400 metros do local atingido.
Cenas da destruição



Colaboração de leitor
Causa será apurada
"Por ser o primeiro hangar, ele recebeu praticamente toda a força do vento, pois não tinha nada para segurar”, afirma Sandro Botelho Cubas, engenheiro da Defesa Civil.
O Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) disse que irá aguardar a causa do acidente pelos órgãos competentes. O aeroporto opera normalmente.
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