De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é o país que mais sofre de depressão na América Latina. Porém a doença não atinge só seres humanos; cães e gatos também convivem com o problema.
De acordo com Jéssica Baltazar Virgílio e Juliana Pereira Barbosa, veterinárias de Araçatuba, as causas da doença nos cães e gatos estão relacionadas a hábitos do cotidiano. "Introdução de novos membros na família; tanto seres humanos, quanto outros animais de estimação, mudança repentina de ambiente, mudança de rotina, falta de companhia (animal fica muito tempo sozinho em casa), falta de atenção, entre outros. Nos felinos a doença acaba sendo menos comum, por apresentarem um comportamento mais independente", explicam.
Segundo as especialistas, os donos devem ficar atentos nos seguintes sinais: falta de apetite, apatia, vômitos, diarreia, mudança de comportamento, lambedura excessiva das patas, destruição de objetos, defecar e urinar em lugares diferentes do comum. "A partir desses sinais clínicos, o dono deve entrar em contato com o (a) médico (a) veterinário (a) o mais rápido possível", dizem Jéssica e Juliana.
As veterinárias também ressaltam os perigos da doença para os animais. "Essa doença acaba afetando o sistema imunológico dos animais, podendo levar a uma imunossupressão e, consequentemente, predisposição a doenças secundárias. Além disso, também compromete o bem estar do animal", contam.
Elas também explicam que existem algumas diferenças na manifestação da doença nos cães e nos gatos, apesar dos sinais clínicos serem semelhantes. "Como os cães são animais mais dependentes dos seus donos, eles possuem uma maior propensão a terem a depressão. Já os felinos, são naturalmente mais independentes, mas isso não significa que não podem ter a doença. Porém, geralmente o mais comum na manifestação da depressão em felinos, é a mudança habitual dos locais de defecar e urinar. Enquanto isso, os cães se manifestam mais as alterações psicológicas, como por exemplo: apatia, lambedura das patas, agressividade, entre outros", dizem as especialistas.
Após a confirmação do diagnóstico da doença feita pelo médico veterinário, é muito importante que o animal seja supervisionado durante o tratamento. "O tratamento geralmente é feito com o uso de medicamentos alopáticos (como por exemplo: ansiolíticos e antidepressivos), mas a homeopatia também está ganhando um grande espaço na eficácia e sucesso do tratamento", explicam as veterinárias.
Para evitar que seu animal de estimação tenha a doença, as veterinárias elencam algumas dicas importantes e ressaltam os cuidados que devem ter. "Os principais cuidados na orientação aos tutores são: reservar um período do dia para passeios, não deixar o animal muito tempo sozinho, sempre disponibilizar potes de água e ração de boa qualidade, não deixá-los em um espaço muito pequeno e/ou escuro, tomar cuidado com mudanças repentinas de ambiente. Em ocasiões em que estiver indisponível, deixar o animal com alguém que ele já esteja acostumado. E por último, mas não menos importante, dar muito amor e carinho a eles, pois são seres vivos e também possuem sentimentos", finalizam.
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