O cigarro eletrônico está em sua quarta edição. Os primeiros surgiram em 2014, eram descartáveis e não recarregáveis. Atualmente, a indústria os chama de vaporizados.
No Brasil, o cigarro eletrônico é proibido, mas segundo médicos e pesquisadores, também tem se popularizado entre adolescentes.
Segundo apurou a Agência de Notícias da USP, esse tipo de cigarro possui três substâncias letais: o propileno glicol, o glicerol e o etileno glicol, como explicou a especialista em dependência química Stella Regina Martins, convidada a realizar uma palestra sobre cigarros eletrônicos no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo.
O uso dessas substâncias tóxicas em uma fase de crescimento e desenvolvimento do organismo e do intelecto pode causar sérias complicações de saúde e expõe indiretamente os jovens a diversos riscos, de acordo com médicos e pesquisadores.
Os riscos ao se inalar os gases desses cigarros são muitos, desde a asma até o infarto. A novidade que chega agora é o JUUL, um cigarro eletrônico na forma de um pen drive, que tem oito sabores e que tem em sua composição ácido benzoico, substância capaz de causar Alzheimer.
Nos EUA
Uma pesquisa da agência americana Food and Drug Administration (FDA), a National Youth Tobacco Survey, estimou que cerca de 3,6 milhões de adolescentes americanos usavam o cigarro eletrônico em 2018 — um aumento de 1,5 milhão em relação a 2017.
Neste ano, a discussão sobre os efeitos do consumo na saúde ganhou força após a suspeita de que está associado a uma doença pulmonar fatal e de usuários apresentarem dificuldades para respirar, fadiga, tosse, febre alta, náusea e vômito.
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