Policiais civis de Araçatuba e Valparaíso prenderam um homem de 25 anos apontado como um 'serial killer' (matador em série) que agiu em Valparaiso, região de Araçatuba, em 2017 e 2019, fazendo três vítimas.
Pelo menos outros cinco homicídios com as mesmas características cometidos em outras regiões do Estado podem estar ligados a este homem, conforme investigações que ainda estão em andamento.
A captura do acusado durou 48 horas e os policiais rodaram mais de mil quilômetros, saindo de Araçatuba para a região de Campinas, até capturar o homem, cuja identidade ainda não foi revelada pela polícia para não atrapalhar as investigações. Ele foi preso em Taquaritinga e confessou os três crimes que cometeu em Valparaiso.
MULHER MORTA EM VALPARAÍSO
O último homicídio que ele aparece como acusado foi no dia 9 de agosto deste ano, quando o corpo de uma mulher posteriormente identificada como Milena Maria Martins dos Santos, 23 anos, foi encontrado em uma mata na estrada de acesso a usina da Mata, no bairro Canguçú, em Valparaiso.
Ela foi torturada e morta com objeto perfuro-cortante, no caso, faca ou facão, com golpes que atingiram principalmente a região do pescoço. O corpo estava despido.
Exames necroscópicos constataram hematomas que foram feitos com uma diferença média de duas horas para outros ferimentos encontrados no corpo da vítima, o que indica que a mulher foi torturada pelo agressor.
GOE E DEINTER PARTICIPARAM
A ação foi coordenada pelo delegado de Valparaíso, José Abonízio, com apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil e setor de inteligência do Deinter – 10 (Araçatuba).
Após investigações, os policiais descobriram que o acusado estava morando em Valinhos, município vizinho de Campinas, onde chegou a trabalhar alguns meses em plantações de uva, comum naquela região. Eles saíram em diligência para capturar o acusado na terça-feira.

DE VALINHOS PARA TAQUARITINGA
Ao chegar no endereço onde o acusado estaria morando, os policiais descobriram que ele havia acabado de ir para outra cidade, Taquaritinga, município onde reside uma ex-mulher. Os policiais descobriram o endereço dela e foram até o local, onde conseguiram encontrar o acusado.
Nesta quarta-feira (20) a tarde os policiais chegaram de volta a Araçatuba com o preso, que passou por exame no IML (Instituto Médico Legal) e depois foi encaminhado à carceragem da Polícia Civil, antes de ser levado à Valparaíso.
De acordo com o delegado, o acusado confessou o assassinato de Milene e outros dois homicídios que praticou em 2017, contra dois homens, mortos a tiros. Abonizio disse que pelo menos outros cinco homicídios podem estar ligados a este homem, que tem características de um psicopata.
Os outros crimes teriam sido nas regiões de Matão, Taquaritinga e Valinhos. Coincidentemente, os crimes têm as mesmas características e aconteceram em épocas em que o criminoso residia nas localidades, e ele conhecia as vítimas. Conforme as investigações, as vítimas do sexo masculino eram viciadas em drogas e foram mortas a tiros.
Já as vítimas do sexo feminino tinham alguma ligação com a prostituição ou eram usuárias de drogas, e o assassinato cometido por meio de tortura e com objetos pérfuro-cortantes, como cacos de louças, faca ou facão.
PERFIL FRIO
Segundo policiais que participaram da ação, o acusado mostrou-se muito frio e sem nenhum sentimento de culpa ou arrependimento pelos crimes, o que sugere comportamento psicopata.

EX-MULHER GEROU SUSPEITAS
Quando a notícia se espalhou em Valparaíso, rapidamente começaram a surgir fotos nas redes sociais de um homem com as características do acusado, e sua identificação, dando como certa sua identidade.
Uma das hipóteses que fez surgir o nome deste homem seria o fato de uma ex-mulher fazer uma defesa em uma página de notícias no Facebook, o que teria levantado as suspeitas, até porque as características físicas e as localidades por onde ele morou, também são as mesmas.
Poucas após após fazer a defesa do homem que seria o acusado, ela apagou a postagem. O delegado disse que não iria revelar a identidade do acusado porque ainda tem muita coisa a ser esclarecida neste trabalho de investigação, que é bastante complexo.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.