Araçatuba

CPI convocará todos os citados no inquérito da PF

Por Redação |
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Os membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), da Câmara de Araçatuba que investiga os contratos supostamente fraudados entre a Prefeitura de Araçatuba e as empresas IVVH e Bolívia, alvos da Operação #TudoNosso, deflagrada na primeira quinzena de agosto deste ano, convocarão todos os mencionados no inquérito da PF (Polícia Federal), para prestarem esclarecimentos aos vereadores que participam da comissão, conforme foi explicado pelo presidente, vereador Dr. Alceu (PV).

Após sabatinarem a ex-diretora de gestão do Executivo, Silvia Aparecida Teixeira, que permaneceu em silêncio durante a reunião, os membros da CPI convocaram os fiscais responsáveis por supervisionar os contratos entre o Executivo e as empresas citadas no inquérito. De acordo com a PF, as empresas IVVH e SEN teriam como dono o sindicalista, empresário e pecuarista José Avelino Pereira, conhecido como Chinelo.
Silvia foi uma das cinco pessoas que tiveram a prisão temporária convertida em preventiva. Além dela, José Cláudio Ferreira, Thiago Henrique Braz Mendes, Igor Tiago Pereira, filho de Chinelo, e o próprio Chinelo também foram presos preventivamente.

Atualmente, todos os cinco estão em liberdade e devem ser convocados a comparecer na Câmara para falarem com os membros da comissão. Por conta do feriado municipal da Consciência Negra (20), os vereadores se reuniram ontem (19) para ouvirem os primeiros diretores das escolas municipais que tinham a incumbência de supervisionar os contratos, como explicou o presidente da CPI.

O vereador Dr. Almir (PSDB), membro da CPI, falou para a reportagem que entre os membros da administração municipal ouvidos na manhã de ontem, estava a secretária de Educação Silvana de Sousa e Souza, que não foi citada no inquérito. Conforme apurou a reportagem da Folha da Região, os membros da comissão dividiram em duas rodadas de sabatinas para ouvirem cerca de 20 diretores de escolas do sistema municipal de ensino.

Além do presidente, a CPI também conta com a participação dos vereadores Dr. Jaime (PTB), relator; Dr. Almir (PSDB), terceiro membro titular; Dr. Flávio Salatino (MDB), primeiro suplente; e Gilberto Batata Mantovani (PL), segundo suplente.

Dr. Alceu também falou que nesta sexta-feira (22), os membros da CPI vão se reunir para definir os próximos passos da Comissão, mas já adiantou que serão convocados todos os mencionados no inquérito policial.

PRORROGAÇÃO
O presidente da CPI falou para a reportagem sobre a possibilidade de prorrogação dos trabalhos para conclusão das investigações, algo que pode acontecer. “A CPI iniciou os trabalhos no dia 12 de setembro e temos até o dia 12 de dezembro para completar 90 dias. Acredito que teremos que prorrogar um pouco antes de relatar”, informa.

Dr. Almir explicou que os membros estão trabalhando para evitar a prorrogação dos trabalhos e conclui-los dentro do prazo. “Estamos trabalhando para não pedir prorrogação. Nosso prazo se esgota no final deste mês. Até lá, devemos concluir o ‘serviço’”, diz.

TUDONOSSO
A Operação #TudoNosso investiga possíveis fraudes em contratos de empresas que seriam ligadas a Chinelo e o Executivo araçatubense. Na manhã do dia 13 de agosto, foram feitas buscas e apreensões no Paço Municipal e cumpridos mandados de prisão. Atualmente, 14 pessoas estão indiciadas, suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa que desviava dinheiro público da Prefeitura de Araçatuba por meio de licitações fraudulentas.

De acordo a PF, além de ser chefe desta organização, Chinelo também possuía forte influência política na região. Desta forma, ele teria indicado pessoas de confiança para ocupar cargos de livre nomeação na Prefeitura de Araçatuba. Com poder de decisão dentro de secretarias municipais, o empresário conseguia livre trânsito, articulação e informações privilegiadas relacionadas aos contratos da prefeitura, afirma a Polícia Federal.

Além disso, ele também teria criado um esquema de desvio de recursos públicos mediante a utilização de várias empresas registradas em nome de sócios e familiares, que atuavam como laranjas. A PF acredita que a organização movimentou mais de R$ 15 milhões.

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