Especial

Jean Oliveira: O ser chamado jornalista

Por Redação |
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No dia 1º de novembro de 1999 tive a honra de ser admitido como funcionário da Folha da Região. Minha história com o jornal desde então, entre poucas idas e vindas, nunca mais terminou.

Desde 2011, porém, sou funcionário público municipal, lotado na Prefeitura de Araçatuba. Apesar disso, me mantive no quadro de articulistas do jornal, revezando entre esta página e o Caderno Vida, onde publico minhas crônicas. Minha vida na redação acabou, mas nunca deixarei de ser jornalista. Por isso, não quero ocupar este nobre espaço para falar de mim, que em nada acrescento no cenário local. Quero aproveitar a oportunidade para falar sobre jornalismo, este nobre e cada vez mais necessário ofício.

Sem o trabalho sério dos colegas que ainda militam na redação e sem os colunistas, dificilmente a sociedade conseguiria se guiar neste cipoal que se transformou a vida moderna.

As redes sociais encurtaram distâncias, mas ainda não são capazes de filtrar o que é real do que é falso. Também não dão conta de ir além das aparências e desnudar o que alguém ainda tenta esconder.

Em um Brasil como o atual, em que os ‘eitas’ se sobrepõem, somente o jornalismo é capaz de hierarquizar, filtrar e explicar os fatos. Em um mundo digital e líquido em que vivemos, apenas o jornalismo tem os mecanismos necessários para colocar a lupa do que realmente possa interessar ao maior número de pessoas possíveis.

Comecei no jornalismo em 1993, aos 16 anos, e desde então vejo a revolução da comunicação. Parece que tudo mudou. Mas, se olharmos bem, a essência, que é o bom profissionalismo, graças a Deus, ainda é o mesmo e continua indispensável.

Jean Oliveira é jornalista, bacharel em Turismo e funcionário público municipal

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