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Antônio José do Carmo: Turismo depende da integração regional

Por Redação |
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É muito mais que reunir todos os municípios para um debate sobre turismo. O desenvolvimento dessa atividade geradora de serviços e renda, deve ser uma política de Estado para cada região. Essas regiões já foram inclusive definidas e passaram por mudanças recentes a fim de estabelecer melhor as semelhanças e a formação de pacotes temáticos e atraentes.

Na Alta Noroeste, o empreendimento de Mário Celso Lopes com a construção do Aqualinda, vai ajudar a região de Andradina e dos grandes lagos hidrelétricos, ter uma identidade mais definida e buscar uma temática mais integrada.

O modelo que deveria ser observado, precisa levar em conta as tendências naturais que já existem. Em Castilho a pesca de espécies de piracema no Rio Paraná; em Itapura a história do Brasil; em Pereira Barreto a pesca de lago e a praia; em Ilha Solteira o conhecimento, a cultura e as praias; em Três Lagoas a culinária e a vida noturna; em Andradina hospedagens, comércio, águas termais.

As prioridades de investimentos deveriam estar voltadas para as características fundamentais de cada cidade. Começando por Itapura nessa análise que pretende se estender aos demais municípios, a anunciada reforma ou restauração do Palácio de D. Pedro é sem dúvida uma grande notícia, mas o prédio estará fadado a voltar a seu estado patético e desimportante se a visão de turismo que ainda norteia as políticas municipais, continuar sendo a mesma.

O sucesso de Itapura é importante para todos os demais municípios. Então o Castelo tem que ser um projeto regional porque ele vai levar gente que está no termas de Andradina, a fechar seu pacote de passeio incluindo uma visita ao patrimônio histórico Nacional de grandioso significado para o desenvolvimento de todo o Centro Oeste Brasileiro.

Então será pelo Consórcio Intermunicipal? Por que não? Se não se estabelecer um programa de utilização do Castelo, que não esteja ligado à história, como instalação de museu, focado na Educação e Cultura, com projetos de visitação onerosa, ele voltará ao abandono muito em breve.

O modelo é simples. Pode começar com visitação onerosa para o turista ou estudante de redes públicas ou particulares. Com esses recursos seria possível cobrir as despesas de manutenção. A passagem pelo Castelo poderia ser obrigatória para toda disciplina de história da nossa região. Nas escolas das redes públicas, deveria estar incluso no currículo escolar de todas as unidades municipais do Extremo Noroeste.

O Castelo de D. Pedro em Itapura vai ser restaurado. Mas sua importância é manutenção depende muito mais que da Prefeitura de Itapura.

Antônio José do Carmo é jornalista

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