Editorial

Opinião da Folha: O caso do porteiro

Por Redação |
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Arquivo Folha
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A história do Brasil nunca foi e nunca será linear: sempre será em sobressalto. Nunca um cidadão deste país pode dormir totalmente seguro do que acontecerá no dia de amanhã, principalmente se o assunto for política.

E desta vez, mais um porteiro entra em cena. O primeiro foi Francenildo Costa, em 2006, em um episódio que levou à queda do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no governo Lula. Ele entrou para a história nacional ao declarar que Palocci havia frequentado várias vezes a casa onde trabalhava, em Brasília.

O local, segundo a CPI dos Bingos, era usado para lobistas discutirem negócios envolvendo o governo federal. Poucos dias depois, a revista Época divulgou que ele havia recebido cerca de R$ 38 mil em sua conta. O ministro caiu e a conta bancária de Francenildo foi violada, fato que lhe rendeu, recentemente, uma indenização de um milhão de reais que foi dividia com seu advogado.

Agora, um novo porteiro entrou no olho do furacão. O funcionário do condomínio em que mora o presidente Jair Messias Bolsonaro colocou o nome do maior mandatário do país no episódio da morte da vereadora carioca Marielle Franco.

Pelas circunstâncias narradas e apuradas (leia mais na página B1), o nome do presidente foi envolvido indevidamente no episódio – as autoridades, porém, vão fazer as devidas apurações. Mas, a reação raivosa do presidente, que atacou diretamente a Rede Globo, por ter veiculado primeiro a informação, ameaçando cortar até sua concessão, tirou novamente o Brasil da pauta positiva.

Como a Folha da Região já destacou em editoriais recentes, o país está passando por um processo sólido de reconstrução. Ainda na edição de ontem (30), na página B2, o jornal mostrou que o chamado Risco-país é o menor desde maio de 2013. Fora isso, o comércio está mais otimista e já fala em contratações em massa para o final do ano.

Em sua visita à China e países árabes, Bolsonaro firmou contratos de extrema importância para a nação. Estreitou relações com governos e empresários e abriu a chance para que milhões de dólares desembarquem nos próximos meses na economia nacional que está se reerguendo e precisa deste aporte.

Na edição de hoje (31), a Folha da Região, destaca que pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) diminuiu os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 5% ao ano, com corte de 0,5 ponto percentual. Em consequência. A Caixa Econômica Federal reduziu, pela terceira vez no ano, as taxas para aquisição da casa própria. Tiveram queda as cobranças de juros do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). O dólar também, baixando dos R$ 4.

Enfim, há uma fortuna de boas notícias acontecendo e o Brasil não pode se perder em questões paralelas. Que haja serenidade das autoridades, mas que a liberdade de imprensa seja garantida. O Brasil precisa virar um país adulto.

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