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CPI ouvirá demais servidores hoje

Por Redação |
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Após sabatinarem o assessor executivo da Secretaria Municipal de Administração, os três vereadores membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), devem ouvir os demais servidores chamados nesta quarta-feira (30).

A CPI investiga os contratos supostamente fraudados entre a Prefeitura e as empresas alvos da Operação #TudoNosso, deflagrada na primeira quinzena de agosto deste ano.

Duas empresas foram apontadas no inquérito da PF (Polícia Federal), tendo como dono o sindicalista, empresário e pecuarista José Avelino Pereira, conhecido como Chinelo. Na semana passada (23), os edis titulares da comissão ouviram apenas um membro da administração municipal, que não está envolvido no inquérito, que compareceu no local para apresentar e explicar os trâmites dos contratos.

Para a reunião da tarde de hoje (30), marcada para iniciar às 14h, os legisladores pretendem colher os depoimentos dos oito servidores que estiveram presente na Câmara no dia 23. Naquela oportunidade, não foi possível ouvir os outros funcionários por causa da sessão audiência pública de finanças, reagendando o depoimento dos demais.

A CPI é formada pelos vereadores Dr Alceu (PV), presidente; Dr. Jaime (PTB), relator; Dr. Almir (PSDB), terceiro membro titular; Dr. Flávio Salatino (MDB), primeiro suplente; e Gilberto Batata Mantovani (PL), segundo suplente.

TUDONOSSO

A Operação #TudoNosso investiga possíveis fraudes em contratos de empresas que seriam ligadas a Chinelo e o Executivo araçatubense. Na manhã do dia 13 de agosto, foram feitas buscas e apreensões no Paço Municipal e cumpridos mandados de prisão. Atualmente, 14 pessoas estão indiciadas, suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa que desviava dinheiro público da Prefeitura de Araçatuba por meio de licitações fraudulentas.

De acordo a PF, além de ser chefe desta organização, Chinelo também possuía forte influência política na região. Desta forma, ele teria indicado pessoas de confiança para ocupar cargos de livre nomeação na Prefeitura de Araçatuba. Com poder de decisão dentro de secretarias municipais, o empresário conseguia livre trânsito, articulação e informações privilegiadas relacionadas aos contratos da prefeitura, afirma a Polícia Federal. Além disso, ele também teria criado um esquema de desvio de recursos públicos mediante a utilização de várias empresas registradas em nome de sócios e familiares, que atuavam como laranjas. A PF acredita que a organização movimentou mais de R$ 15 milhões.

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