Hoje logo de cara quero avisar que o tema é espinhoso e difícil de ser compreendido, até por que pode ser ofensivo, já que a princípio ele parece estar necessariamente ligado à felicidade, mas não está.
Já fiz muitos eventos sobre este tema, e não entendia o descontentamento inicial de boa parte da audiência com tão relevante conceito, porém em pouco tempo compreendi os motivos.
Aí vão: Em primeiro lugar a ideia sobre o que é ser bem sucedido é pessoal, entretanto muitos o ligam de imediato a riqueza. Porém para ser bem sucedido basta realizar, conquistar um estado desejado, por exemplo, quando alguém recupera a saúde perdida, o tratamento foi um sucesso, seguiu a receita e o bolo ficou uma delícia; outro sucesso.
Veja que muitas coisas simples podem nos dar aquela boa sensação de íntima conquista, e que nos dá ânimo para novos voos. Assim primeira pedra no caminho do sucesso é relacioná-lo e buscar imediatamente o dinheiro.
Caminhando pela estrada do crescimento pessoal descobrimos que quando conquistamos objetivos notórios é comum percebermos olhares de desprezo como que dizendo “eu não sei como ele / ela conseguiu isso”, aqui então surge a segunda pedra, a inveja que pode minar os sonhos dos menos preparados e mais frágeis.
Outros porém sucumbem exatamente nos momentos em que estão prestes a grandes conquistas, e mesmo após grande esforço empreendido, tratam de destruir seus próprios sonhos por não suportarem viver uma nova vida. Lembro aqui de uma frase inesquecível de Woody Allen: “Como posso frequentar um clube que me aceita como sócio?”, sendo esta a terceira pedra no caminho do sucesso, a autossabotagem.
A quarta pedra, é bem conhecida, porém suas consequências não, já que tem sido erroneamente interpretada como virtude; a vaidade. Ignorar que a vaidade e o orgulho antecipam a desgraça é como ceder aos sabores de um delicioso prato sem saber que está envenenado.
E por fim a quinta pedra surge da busca desenfreada pela segurança que extingue a liberdade criativa, pois ao não aceitar que a vida é fatal e que a cada escolha cabe uma renúncia, a transitoriedade inerente à existência produz intenso desgaste emocional e dúvidas de todos os tipos, enfraquecendo enormemente a capacidade de realização.
A lei diz, antes de ter, seja, torne-se a melhor versão de si mesmo, pois sem isso, algo sempre lhe faltará.
Marcelo Prates é consultor empresarial
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.