Os vereadores membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que investiga as possíveis fraudes nos contratos firmados entre o Executivo Araçatubense e empresas que pertenceriam ao empresário, sindicalista e pecuarista José Avelino Pereira, conhecido popularmente como Chinelo, citados no inquérito da operação #TudoNosso, da Polícia Federal, encaminharam ofício ao prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), solicitando a presença dos servidores relacionados com o caso.
Além do presidente, Dr Alceu (PV), a CPI também possui a presença dos vereadores Dr. Jaime (PTB), relator; Dr. Almir (PSDB), terceiro membro titular; Dr. Flávio Salatino (MDB), primeiro suplente; e Gilberto Batata Mantovani (PL), segundo suplente.
De acordo com Alceu, na última reunião do grupo (quarta, dia 9), os integrantes concluíram aqueles que seriam ouvidos. “Nós estamos pedindo ao prefeito, por meio de ofício, que designe as datas que os servidores municipais que operacionalizaram os contratos sejam ouvidos”, informa.
A intenção do grupo é ouvidor todos aqueles que tiveram acesso aos contratos e que auxiliaram na elaboração dos documentos.
O vereador explicou que após o recebimento do ofício, o prefeito tem 10 dias para designar os servidores que preparam os contratos investigados na operação. Dr. Alceu também explicou que esse trâmite de enviar ofício ao prefeito é algo necessário, pois aqueles que serão ouvidos são funcionários públicos.
CONVERSA
Dr. Alceu também informou para a reportagem que foi na prefeitura e conversou com alguns membros da administração municipal se envolveram com os documentos investigados. “No caminho ouvi algumas pessoas que também tiveram acesso aos contratos. Seria o Coronel Borella (coronel Deocleciano Borella Júnior, chefe de gabinete), o Salesse (Carlos Alberto Coelho Salesse, assessor executivo da Secretaria Municipal de Administração) e o Gardenal (coronel Jaime Gardenal Júnior, Corregedor-geral do município)”, diz.
SIGILO
Apesar de possuir parte do inquérito em mãos, a Comissão ainda possui uma grande questão em relação aos documentos da PF que estão em sigilo. Dr. Alceu explica que está buscando alternativas para obter os papéis. “Já vieram as cópias, como já disse, e também tem uma parte (do inquérito), que está em sigilo. Estou pedindo essa parte que ainda não tivemos acesso para as investigações. Mas ,já começamos nosso trabalho”, informa.
O ofício da CPI solicitando a presença dos funcionários municipais já foi encaminhado ao gabinete do prefeito Dilador. Dr. Alceu estima que os servidores serão ouvidos de três em três nas audiências da Comissão.
TUDONOSSO
A Operação #TudoNosso investiga possíveis fraudes em contratos de empresas que seriam ligadas a Chinelo e o Executivo araçatubense. Na manhã daquele dia 13, foram feitas buscas e apreensões no Paço Municipal e cumpridos mandados de prisão. Atualmente, 14 pessoas estão indiciadas. Elas são suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa que desviava dinheiro público da Prefeitura de Araçatuba por meio de licitações fraudulentas.
De acordo a PF, além de ser chefe desta organização, Chinelo também possuía forte influência política na região. Desta forma, ele teria indicado pessoas de confiança para ocupar cargos de livre nomeação na Prefeitura de Araçatuba. Com poder de decisão dentro de secretarias municipais, o empresário conseguia livre trânsito, articulação e informações privilegiadas relacionadas aos contratos da prefeitura, afirma a Polícia Federal.
Além disso, ele também teria criado um esquema de desvio de recursos públicos mediante a utilização de várias empresas registradas em nome dos sócios e familiares, que atuavam como laranjas. A PF acredita que a organização movimentou mais de R$ 15 milhões
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