Até o dia 30 de setembro, o público poderá visitar a exposição “Quietude”, da artista plástica Helen Faganello. As obras estão expostas na sala da presidência da Câmara Municipal de Araçatuba e também faz parte do projeto "Cultura e Arte na Câmara". As visitas podem ser feitas no horário de expediente do Poder Legislativo, de segunda a sexta, das 8h às 16h30.
Entre as produções, estão quatro pinturas sobre tela e papel e algumas pequenas sobre compensado de madeira, pequenas esculturas e quatro fotografias. "Escolhi as obras principalmente pela harmonia conceitual entre elas, que é um fator essencial para fazer uma mostra coerente e que ofereça às pessoas uma leitura o mais próxima possível das ideias por trás do trabalho do artista. Outra observação é que tive que pensar em como mostrar as obras numa sala de presidência de uma Câmara Municipal, o que é muito diferente de um museu ou galeria de arte. Mas esse é um aspecto que me encanta e desafia, porque penso que o lugar da arte nos dias de hoje é em qualquer lugar, qualquer lugar onde haja a possibilidade de pessoas terem acesso a ela", destaca Helen Fagnello.
A artista diz que aceitou o convite da Câmara Municipal para participar do projeto iniciado pela presidente, a vereadora Tieza Lemos Marques, pois considera a iniciativa muito boa, como qualquer atitude que promova a arte e a cultura. "Para mim essa mostra é uma oportunidade de mostrar um pouco do meu trabalho como artista na cidade onde nasci, para as pessoas que conheço desde menina, isso é muito bom e importante para mim", explica Helen, que nasceu em Araçatuba, mas, hoje, mora em São Paulo. "Os frutos, não os espero para mim, mas para as pessoas que vieram ver a mostra, principalmente as crianças e adolescentes, que levem algo daqui com eles, que os ajude a crescer espiritualmente, a ter ideias, trabalhá-las, acreditar nelas, e com elas tentar fazer desse nosso mundo um lugar melhor para todos. Acredito que a Arte tem esse poder", completa.
Processo
Ela conta que o processo de criação das obras acontece naturalmente, pois trabalha diariamente com o seguimento, trazendo uma sequencia de pensamento reflexivo que vai se manifestando em cada próxima obra de maneira natural e fácil. "Meu trabalho é uma celebração aos atos simples, básicos e fundamentais da vida, como por exemplo cultivar a terra, construir a sua casa. É claro que às vezes surge um elemento que me inspira sobremaneira, como por exemplo, aconteceu com uma planta que habita um terrarium fechado que construí e cuido há anos."
A planta se chama alocasia negra. Ao começar uma nova série de pinturas, Helen pensou que poderia fazer um auto-retrato, coisa que alguns artistas fazem em um momento da carreira. "O meu autorretrato seria das minhas mãos segurando esse terrarium. Pintar as minhas mãos numa atividade que me é frequente e prazerosa, seria um bom autorretrato. E isso deu origem às quatro pinturas que apresento na exposição."
Sua história com a arte começou ainda na infância, pois gostava muito de desenhar. "Talvez tenha sido influenciada pela minha mãe que costumava pintar telas lindas e minuciosas a óleo, e também pelo meu tio que era engenheiro e fazia desenhos fantásticos com tinta nanquim e régua T. Me lembro de sempre ter ficado observando com interesse e curiosidade o trabalho dele", finaliza.
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