Desde 1995 ocorre no Brasil um conjunto de manifestações populares ao longo da semana da Pátria, que culminam no dia 7 de setembro, com o objetivo de abrir caminhos aos excluídos da sociedade que usam do espaço para denunciar os mecanismos de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade inclusiva.
A CNBB é a principal Organizadora do Ato, porém vem ganhando adesão de diversos Movimentos Sociais que colaboram e mobilizam seus segmentos para aproveitar e manifestar em apoio a inclusão e defender suas bandeiras.
Lutar por Justiça Social em tempos de um Governo de Extrema Direita, Autoritário e que retira dos menos favorecidos seus Direitos, este ano, se tornou uma questão de sobrevivência para não somente a Democracia mas também pela garantia mínima da sociedade economicamente baixa, tendo em vista a retirada dos Direitos Trabalhistas, Direito a uma Previdência que acolha as pessoas, de uma Reforma Tributária que retira de quem não tem e é benevolente com quem muito tem, de uma Reforma Sindical que criminaliza entidades que defendem a Classe Trabalhadora e que permite ao Capital Internacional a exploração de nossas riquezas a preço de banana.
Embora tenha surgido junto à Igreja Católica, o Grito dos Excluídos, em muitos lugares do Brasil, não tem a participação efetiva da Igreja. Muitos padres preferem não ter envolvimento, seja lá qual for a razão, o importante é que o Ato permanece vivo e completa este ano 25 anos com o Tema: ‘Vida em Primeiro Lugar’ e lema ‘Este sistema não vale: lutamos por justiça, direitos e liberdade’.
Vale lembrar a todos que todos os Direitos e Garantias que vieram a beneficiar a Sociedade jamais vieram de forma gratuita. Houve sempre muita luta, manifestações, greves, paralisações, enfrentamentos, vidas foram ceifadas, sangue fora derramado, pessoas foram torturadas, outras exiladas, isto para que tivéssemos o mínimo de equilíbrio frente ao Capital e à vontade Escravagista da uma boa parcela da Elite brasileira.
Fernando Zar é sindicalista
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