Nesta sexta e sábado, dias 23 e 24, a consteladora Rita Pedroso promove “Constelações Familiares Sistêmicas em grupo”, em Araçatuba. O evento tem o objetivo nos estudos e vivências no método de trabalho psicoterapêutico, criado por Bert Hellinger. As vagas são ilimitadas.
Rita explica que o método é a projeção das imagens internas que a pessoa tem sobre suas relações pessoais e o lugar que ocupa nos sistemas relacionais, seja a família ou outros locais. "Ao permitir a exploração destas imagens internas, as constelações familiares conduzem à compreensão e à descoberta do sentido de padrões repetitivos de comportamento, os quais estão na origem de limitações e obstáculos à realização pessoal. A mudança psicológica que o processo das constelações familiares põe em marcha ocorre por via da transformação das imagens internas", conta.
A partir das compreensões que Hellinger obteve sobre ordens do amor, ele desenvolveu a ferramenta terapêutica que permite a pessoa olhar a rede de vínculos em que se encontra e obter uma compreensão sobre as dinâmicas e enredos familiares que geram e mantêm problemas. "O procedimento nas constelações familiares inicia-se com a apresentação de um tema e/ou problema pelo cliente, a pessoa interessada em colocar a constelação pessoal, seguindo de uma breve entrevista, onde se procura saber aquilo que o cliente gostaria de ver resolver-se e onde se recolhe informação factual acerca do sistema familiar", destaca.
Sessões
Segundo Rita, existem três maneiras diferentes de se participar de uma sessão de constelações familiares. A primeira, como cliente, colocando a sua própria constelação; a segunda, como representante na constelação de outra pessoa e a terceira, como espectador, se mantendo incluído no círculo de pessoas que sustentam a constelação. Seja qual for a posição em que se encontre, todos realizam trabalho para a constelação em curso.
"O facilitador necessita apenas de recolher informação essencial e concreta, não se interessando por conhecer as opiniões ou explorar os sentimentos associados, pois constata-se que esse tipo de informação tem por efeito confundir os representantes. Não é necessário ao cliente expor o caso ao facilitador antes de assistir à sessão e também não é necessário expor demasiada informação na sessão, perante o grupo, acerca do assunto a trabalhar."
Ainda explica que o cliente terá de responder a perguntas básicas, como por exemplo, "qual é o problema?” ou “o que deseja conseguir?” e fornecer alguns fatos importantes. A pessoa também tem que informar algumas questões essenciais que normalmente se colocam: quem pertence à família; se existem nados mortos na família ou se alguém morreu precocemente; se ocorreu algum acontecimento especial na família que tenha marcado o destino desta; se os pais ou os avós tiveram casamentos anteriores ou relações amorosas anteriores significativas.
Após as informação, segue a decisão sobre os elementos que irão ser configurados na constelação. Normalmente, é a própria pessoa que apresenta o problema e alguns membros da sua família que são colocados na constelação, mas poderá também ser um elemento abstrato, como um aspecto da personalidade, uma doença, uma casa, um país, dependendo de qual problema deseja ser trabalhado.
Entre as pessoas presentes no grupo são escolhidos representantes para esses elementos ou membros da família, os quais são retratam como a pessoa sente nas relações escolhidas.
"A partir daqui, os representantes se movem de acordo com aquilo que espontaneamente sentem ou percebem, a nível físico ou emocional. De fato, quando os representantes de uma constelação são situados uns em relação aos outros, começam a ter sensações e a exibir reações que não correspondem a nenhuma vontade consciente da sua parte; de repente já não atuam e sentem como eles próprios, mas como os membros do sistema que representam, chegando a desenvolver os sintomas físicos dessas pessoas. Este fenômeno não está cabalmente explicado pela ciência, embora haja várias aproximações à sua explicação dentro da neurologia e da biologia, mas é precisamente este 'efeito' e a 'verdade sistêmica' que ele encerra que se utiliza para constelar o problema da pessoa e procurar uma solução para o mesmo', explica Rita.
Entre os benefícios que o método traz ao participante, está a compreensão profunda de si próprio. Isso ocorre através de processos de identificação e projeção que se desenrolam durante a sessão. Rita diz que muitas pessoas que assistem às sessões se emocionam com tamanho grau de envolvimento.
As constelações familiares podem ajudar em muitas situações, especialmente quando se trata de problemas que se repetem continuadamente e que se demonstram muito resistentes à mudança. É um método aplicável também em casos de doença física ou psíquica. Podem contribuir de forma significativa para melhorar os relacionamentos, sejam eles entre familiares, de casal ou nas relações laborais e similares. É atuante na resolução de conflitos, interpessoais. Na cura de traumas e de sentimentos persistentes de angústia e ansiedade.
“As sessões de constelações familiares são em si terapêuticas para todos os que nelas participam e não apenas para quem coloca a sua constelação. Em geral é uma vivência impressiva e muito enriquecedora”, finaliza.
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