A Justiça converteu, nesta sexta-feira (16), em preventiva a prisão que era temporária de quatro dos 15 presos na Operação #TudoNosso, deflagrada pela Polícia Federal após investigações de desvio de verbas da prefeitura de Araçatuba.
A decisão foi da 2ª Vara da Justiça Federal de Araçatuba. As prisões de José Avelino Ferreira, o Chinelo, Igor Tiago Pereira (filho de Chinelo), de José Cláudio Ferreira (Zé Pera) e Thiago Henrique Braz Mendes foram convertidas em preventivas.
As prisões temporárias venciam neste sábado (17) e agora, com a preventiva, a prisão poderá ser mantida sem prazo determinado.
O contador Gilson Martinez conseguiu a liberdade provisória e já foi para casa na sexta-feira. Os demais presos, que não tiveram suas prisões prorrogadas e nem transformadas em preventivas, serão soltos até o fim da tarde deste sábado, segundo apurou a reportagem.
O CASO
Chinelo é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado, durante dois anos, R$ 120 mil mensais de contratos com o município que somam R$ 15 milhões. De acordo com a PF, a investigação criou três grupos suspeitos de envolvimento na organização: os articuladores, colaboradores e facilitadores. É neste terceiro grupo que Dilador Borges, Edna Flor e o ex-vereador Papinha são citados.
Na investigação, a Polícia Federal teria descoberto que os facilitadores tinham conhecimento da titularidade de Chinelo sobre as pessoas responsáveis por celebrar os contratos com a prefeitura.
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