Artigo

Motivação - Por Gervásio Antônio Consolaro

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Às vezes nos sentimos sem energia, sem brilho, desanimados. É hora de descobrirmos o que nos desperta para ter, novamente, mais entusiasmo pela vida.

É comum estarmos desmotivado. Nesses dias, lutamos com força para levantar e sair de casa. Os segundos demoram a passar. Podemos até ter alguns momentos prazerosos, mas, no geral, não sentimos vontade de nada. É que nos falta o combustível mais importante para seguir em frente: a motivação. Em outras palavras: energia, entusiasmo. Mas o que é, afinal de contas, a motivação?

O termo em si, é recente, e vem do latim moveres que significa mover. É o impulso que nos move, que nos leva para frente, para a ação. Antes de qualquer outra coisa, os seres humanos, assim como os animais, têm uma motivação muito básica: sobreviver. Para isso, fazem coisas como comer, beber, descansar, proteger-se de perigos. Por muito tempo na nossa história, esses foram nossos maiores motores.

Temos dois tipos de motivações, as externas ou extrínsecas e as internas ou intrínsecas.

Vamos focar a motivação intrínseca, é aquela que parte de dentro. Aquela atividade que você faria, mesmo que não ganhasse dinheiro para isso. Que acende seu fogo interno, que o alimenta, que lhe dá vontade de viver. Nesse tipo de tarefa, o objetivo é a própria caminhada, não a chegada. É o que leva alguém escalar uma montanha, fazendo esforço e enfrentando frio e ventanias, quando poderia facilmente chegar ao topo a bordo de um helicóptero. Claro que, para ela acontecer, precisamos estar com as motivações básicas em dia.

Com essas considerações, perguntamos: O que te motiva?

Para descobrir nossa motivação, é preciso parar e se perguntar: o que quero para a minha vida? Para descobrir alguns fazem uma pausa mais longa como um ano sabático, outros curtem um ócio criativo, para clarear as ideias. É necessário voltar-se para dentro e acessar o mundo dos desejos, das vontades, da brincadeira e do sonho de criança – que ainda está lá, mas talvez um pouco sufocado, soterrado por obrigações e medos de não dar conta. Aos poucos precisamos trazer para mais perto as atividades de que gostamos, sejam elas escrever, desenhar, trabalhar com madeira. Não necessariamente como ganha-pão, mas, pelo menos, como lazer. Precisa cuidado por que às vezes as coisas que gostamos não são, simplesmente, as que nos dão prazer, como beber um vinho ou ver um filme. São ações que nos deixem verdadeiramente gratificados.

O pesquisador Csikszentmihalyi em seus livros diz que nós todos temos o poder de mudar a realidade por meio da maneira como encaramos os fatos, mesmo em tarefas maçantes ou banais. É o cobrador de ônibus que dá bom dia aos passageiros. É o trabalhador que tenta melhorar sua técnica todos os dias, mesmo que sua função seja simples como apertar parafusos. É o pai que se esquece das horas ao ler histórias para o filho.

Enfim, trazer para mais perto algo de que gostamos ,mesmo que apenas como hobby, pode nos encher de alegria e funcionar como um reservatório de energia e motivação para enfrentar os momentos mais duros da vida.

Gervásio Antônio Consolaro é ex-delegado Regional Tributário e assessor executivo na Secretaria Municipal da Fazenda

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