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‘Gelo em chamas’ - Por Francisco Moreno

Por Redação |
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No auge da guerra fria, em 1972, surpreendentemente, Nixon, presidente americano, em missão de paz, vai até a China, (que apoiava os soviéticos). No banquete, oferecido pelo ministro Zhou Em Lai; está sentado ao lado, o Secretário Geral Deng Xiaoping, que começou a contar sobre uma tradição de se comer na mesma tigela uma ave abatida dos campos, para celebrar a dignidade do encontro. A que eles estavam saboreando, no caso, era uma ave extinta já a centenas de anos. Arqueado na mesa milenar, Nixon, fez um semblante, que não tinha entendido. “Explico”, continuou Deng, “essa ave raríssima, é a última de tantas que existiam na China”. Nixon, é confortado por Deng: “Nós não a matamos, foram alpinistas que a encontraram no alto da Himalaia, dentro do gelo. Conservamos no freezer para uma grande ocasião”. Nixon que dominava o haxi, aparece perplexo na memorável foto. Felizmente, aquela visita ficou conhecida como a semana que salvou o mundo.

Na última era glacial, foram apanhados rapidamente pelo gelo muita vegetação e animais, ficando lá por centenas de milhares de anos. Restou encapsulada até hoje, nas regiões polares, (países: Finlândia, Suíça, Noruega, ou na Sibéria norte da Rússia).

Com o degelo do aquecimento global, a liberação de gases, principalmente o Metano, preocupa, por ser mais agressivo do que o Gás Carbônico (CO²), interferindo na camada de ozônio. O problema em si, é a rapidez, por causa da ação agressiva do homem. Antes só se falava do metano expelido pelo gado. Mas já tem solução: encontraram uma planta marinha, que inserida na ração do animal, diminui 90% do gás expelido nas flatulências.

Fator que aumenta a temperatura da terra é o desmatamento. Um ministro brasileiro disse que isso era balela e que não havia um termostato no planeta. Depois que informaram que existiam dezenas de postos de monitoramento, solta numa entrevista que estes estão próximos ao calor do asfalto. Só resta convidar a assistir ao documentário: “Gelo em chamas”, e parar de falar asneiras. São 60 monitoramentos espalhados em altas montanhas, florestas, ilhas, longe de cidades. E analisam, desde 1968, as emissões de Carbono, que no caso era 322 ppm, hoje ultrapassa 408 ppm. Cientistas afirmam que, com o metano liberado, ultrapassará o índice 700 ppm.

Voluntários estão perfurando as finas camadas de gelo, e com uma tocha incandescente, colocam fogo na saída de gás para que estes não atinjam a atmosfera. Infelizmente são milhares de permafrost e lagos gelados. Com poucos voluntários, é como “enxugar gelo”.

O filme “Gelo em chamas”, não é catastrófico, mostra avanços dos cientistas, convertendo métodos tradicionais de energia renovável, como um barco elétrico movido pelas correntes marítimas, em hastes instaladas debaixo do casco. E painéis fotovoltaicos que produzem 25% da energia da Califórnia.

Francisco Moreno Voluntário Ambiental

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