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O que eu vou ser quando crescer? - Por Bruno Raphael de Souza

Por Redação |
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Em todos esses anos atuando na área da educação, tenho observado uma grande preocupação dos pais no que tange ao que seus filhos serão quando crescerem. Antigamente, esta era uma pergunta comum feita às crianças desde cedo. Já nos dias atuais, é mais reincidente esse tipo de pergunta aos adolescentes.

Ao chegarem ao Ensino Médio, observamos que nossos jovens estão tomados pela ansiedade, pois eles começam sentir o peso da fase adulta que se aproxima, com a necessidade da iminente escolha da carreira a seguir, reconhecimento e crescimento próprio.

No livro “A inteligência se aprende”, a autora Patrícia Konder Lins e Silva diz algo muito relevante a nós, pais, sobre como ajudar os nossos filhos nesta etapa de suas vidas. “Para ajudarmos os nossos filhos na escolha de uma profissão, antes de tudo devemos refletir com eles sobre que adultos querem ser. Como deseja marcar sua passagem pela vida? Que tipo de participação pretendem ter na sociedade?”

Acontece que na ânsia de vermos nossos filhos produzindo - sendo destaque em suas profissões e ganhando dinheiro - nós precisamos estar atentos para não sufocá-los e cobrá-los excessivamente apenas para serem máquinas de produção. A agir desta maneira, corremos o risco de nos esquecermos de formá-los para serem “seres humanos”.

Ter filhos é muito bom e satisfatório, entretanto dá trabalho. Exige dedicação, amor e tempo. Conversar com eles acerca da vida, das frustrações e que nem sempre tudo será mil maravilhas, pois terão dias difíceis de preocupação e conflitos, tudo isso também faz parte de uma boa educação.

É preciso educar os filhos a terem responsabilidade, a cumprirem com os horários de escola e demais compromissos, rotinas de estudos e a se dedicarem a dar o seu melhor.

Cabe à escola o papel de propor ao estudante o desenvolvimento de sua capacidade de refletir sobre o mundo, pensar e estabelecer relações entre os saberes e estimular os acadêmicos ao currículo obrigatório exigido nos vestibulares, entretanto, não basta.

Bruno Raphael de Souza é empresário

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