O Contran (Conselho Nacional de Trânsito), responsável pelas obrigatoriedades no sistema rodoviário do Brasil, homologou na última segunda-feira, 17, resolução que torna o uso do simulador de direção facultativo para os CFCs (Centros de Formação de Condutores). A ação, junto com a proposta de diminuir de 25 para 20 horas o período mínimo de aulas práticas obrigatórias para habilitações do tipo B, visa desburocratizar o processo de obtenção da CNH, assim como baratear o custo dos cursos para as autoescolas.
É de 90 dias o prazo para a não obrigatoriedade do simulador entrar em vigor, portanto, a partir de 17 de setembro deste ano, as autoescolas não terão mais a necessidade da utilização do serviço. Dante Thereza, proprietário de um centro de formação de condutores em Araçatuba, diz que, de acordo com sua experiência, não há eficácia comprovada da utilização do simulador. "Não é comprovado que o simulador atenda às necessidades do condutor em relação a aumentar sua capacitação como motorista, mesmo porque as aulas do simulador podem ser realizadas após a conclusão do curso teórico, ou seja, mesmo sem o aluno ter sido aprovado no teste teórico".
O candidato, mesmo com a nova lei, ainda poderá usufruir das aulas do simulador, caso sinta necessidade. O preço, em média, varia entre R$ 300 e R$ 400 a mais com as aulas no aparelho, mas daqui a três meses, essas 5 aulas no simulador não serão mais obrigatórias para a retirada do certificado de conclusão e consequentemente da CNH. Atualmente, os gastos para conseguir a habilitação giram em torno de R$ 2,3 mil. Com a queda da obrigatoriedade das aulas em simulador, a economia será significativa.
Leonardo Azevedo, estagiário, colaboração.
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