Ao longo dos seus 47 anos, completados nesta terça-feira (11), a Folha da Região defendeu diversas bandeiras visando o desenvolvimento de Araçatuba e região. Entre elas, algumas que marcaram e mudaram a história do município.
A Folha da Região chegou às bancas pela primeira vez em 11 de junho de 1972 - um domingo. A matéria de destaque foi a estreia da publicação, que contou com a presença do então secretário estadual de Economia e Planejamento, Miguel Colasuonno.
Uma das obras que o jornal defendeu nessas cinco décadas foi a duplicação da rodovia Marechal Rondon. A Folha encabeçou um abaixo-assinado, em 1989, com milhares de assinaturas, que foram entregues ao então secretário dos transportes do governador Orestes Quércia, Walter Nori.
Após oito anos e nove meses do início da obra, em setembro de 1998, o governo estadual entregou a duplicação dos últimos trechos da Rondon. Iniciados no mandato de Quércia, os trabalhos foram paralisados durante o governo de Luiz Antonio Fleury Filho (1991-1994) e retomados por Mário Covas em 1997.
O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Tadeu Consoni, contou à reportagem que no ano de 1990 procurava ir para São Paulo por São José do Rio Preto, para evitar os perigos que a rodovia Marechal Rondon oferecia. “Em diversos locais a pista era única, em alguns havia obra paralisada. Não tinha sinalização e era muito lenta”, lembra Consoni.
A duplicação da rodovia colaborou com o desenvolvimento da região, possibilitando, por exemplo, que o município de Guaraçaí exportasse sua produção de abacaxis para o exterior, por conta da viabilização do acesso ao porto de Santos. A obra melhorou as condições de tráfego, diminuiu o tempo de viagens e atraiu investimentos. “Hoje, você sai de Santos e chega ao Mato Grosso do Sul por pista duplicada. Em qual estado você encontra isso?”, assinalou Consoni.
RETIRADA DOS TRILHOS
Outra obra defendida pela Folha da Região foi a retirada dos trilhos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil do centro de Araçatuba. A obra foi concluída no mandato do ex-prefeito Domingos Andorfato (Avante), que governou a cidade entre 1993 e 1996.
Segundo ele, a retirada dos trilhos, que deu lugar à avenida dos Araçás, era uma reivindicação da população há mais de 50 anos. Um dos primeiros políticos a tentar viabilizá-la foi o ex-prefeito Oscar Luiz Ribeiro Cotrim (1977-1982), por meio de um convênio que acabou não indo para frente.
De acordo com Andorfato, depois disso, vários prefeitos deram sua contribuição para a causa, sendo o ex-chefe do Executivo Sylvio Venturolli (1963 e 1964-1968) um de seus grandes defensores. No governo da esposa de Venturolli, a ex-prefeita Germínia (1989-1992 e 1997-2000), teve início a remoção dos trilhos. “Quando chegou a nossa vez, decidimos retirar os trilhos de vez, com o apoio da União e do governo estadual”, comentou Andorfato.
Ele lembrou que, de um ponto de vista aéreo, a estrada de ferro formava uma ferradura e que inúmeros trens passavam por ela diariamente. “A cada vez que um trem fazia uma manobra, a cidade parava por horas”, contou Andorfato.
“A retirada dos trilhos contribuiu de maneira grandiosa para o desenvolvimento do município em geral, na mobilidade, urbanização e economicamente. Se a obra não tivesse sido feita, por exemplo, a Havan não estaria ali onde está hoje”, disse o ex-prefeito.
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