Traduzindo do inglês, "burn" quer dizer queima e "out" exterior. Burnout também conhecida como “síndrome do esgotamento profissional”. O ministério da saúde conceitua como sendo um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes e/ou estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. Necessariamente terá sua causa no ambiente de trabalho. Esta expressão é empregada desde a década de 70.
Uma observação importante! Pode resultar em estado de depressão profunda! Estão mais sujeitas as pessoas que não dispõem de recursos internos para lidar com: estresse no trabalho, carga horária excessiva, cansaço profundo, falta de reconhecimento dos superiores, excesso de responsabilidade e etc.
Pesquisadores dizem que a síndrome de Burnout, pode ser considerada como uma síndrome da desistência, uma vez que o sujeito passa a desistir de investir em seu trabalho e nas relações afetivas com os colegas que naturalmente se estabelecem no ambiente. Para evitar confusão, importante esclarecer que outros fatores como o estresse, fadiga e falta de motivação também levam à desistência.
Então o trabalhador não encontra mais sentido no trabalho e passa a acreditar que qualquer esforço, além de extenuante, parecerá inútil e sem qualquer propósito. Simples perceber que o EU Biológico, Social e Psicológico estão descompensados e assim, um interfere no equilíbrio do outro.
Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reclassificou a síndrome de Burnout, tirando-a do capítulo dos transtornos depressivos e considerando-a como um “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Como se vê, essa síndrome relaciona-se com a saúde de modo negativo, afetando a qualidade de vida e o bem-estar do Eu Biológico, Psicológico, Social e Espiritual.
Para melhor enfrentar a situação, recomenda-se a procura de um profissional capacitado que possa desenvolver os recursos psicoemocionais e físicos para lidar mais adequadamente com esta síndrome e seguir a vida com saúde e bem-estar.
Paulo Augusto Leite Motooka é coronel da PM
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.