Araçatuba

Violência contra a mulher pela condição de ser mulher

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
CASOS O promotor Adelmo Pinho ressalta que a violência doméstica é um sinal de alerta que pode levar ao feminicídio/ Isabela Lacintra
CASOS O promotor Adelmo Pinho ressalta que a violência doméstica é um sinal de alerta que pode levar ao feminicídio/ Isabela Lacintra

Em Araçatuba, de 2015 a 2019 foram somados 23 casos de feminicídios denunciados, sendo 4 consumados. Cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, o feminicídio ainda é pouco entendido. Segundo o livro "Código Penal Interpretado", de Julio Fabbrini Mirabete e Renato N. Fabbrini, existe a violência doméstica e familiar contra a mulher se a conduta é baseada ao gênero e praticada no âmbito da família, do convívio doméstico ou relação íntima de afeto atual ou passada. Baseada na vulnerabilidade do gênero e visão de inferioridade, a violência contra a mulher por condição do sexo feminino é o que caracteriza o feminicídio.

Sem direito ao voto até 1932, vistas como emocionais e com profissões designadas pelo seu sexo, mulheres só começaram a ganhar espaço no mercado de trabalho a partir da segunda guerra mundial, quando os homens estavam na guerra, ou impossibilitados por causa da mesma ou até então mortos em combate. Mulheres que antes eram apenas do lar - mulher com trabalhos fora de casa eram vistas como prostitutas - ou então apenas professoras e enfermeiras, poderiam então conquistar cargos assegurados por homens.

O preconceito em volta do sexo feminino é histórico e portanto, homens carregam com si a cultura patriarcal que estabelece que mulheres têm donos e são inferiores. Em 2015, em Araçatuba, um homem tentou matar sua ex-companheira por não aceitar a separação. Ele viu a mulher com outro rapaz, desceu da sua moto e passou a agredir os dois com capacetadas.

Em outro caso no mesmo ano, o homem acreditava na traição por parte da sua companheira e embriagado, tentou esfaquear a mulher. Já no ano seguinte, um rapaz tentou matar a namorada e a mãe dela por não aceitar o término do relacionamento. Ambas foram esfaqueadas. Em 2019, depois de uma discussão banal, um homem tentou matar sua companheira.

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários