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Reações em defesa do Rio Paraná

Por Redação |
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Começou com uma audiência pública no último dia 19 de março em Aparecida do Taboado (MS), o movimento de ambientalistas, Ministérios Públicos Federal e Estadual que denunciam o descaso das autoridades e da população, para com os esgotos residenciais e industriais que estão sendo lançados no rio Paraná, especialmente nos lagos das usinas de Ilha Solteira, Jupiá e Porto Primavera.

O MPF informou que o projeto da Sanesul (Empresa de Saneamento Básico do Mato Grosso do Sul), prevê lançar o esgoto de Aparecida do Taboado no lago de Ilha Solteira, sem o tratamento adequado e com grande risco para a fauna aquática.

Os moradores da cidade e dos municípios vizinhos estão protestando porque, do lado paulista, o lançamento de cidades como de Santa Fé do Sul aparece com grande concentração de espumas. Além disso, são milhares de turistas e moradores de ranchos de pesca que jogam o esgoto no rio, ou lançam em fossas negras que contaminam o sub-solo e consequentemente o próprio rio.

Pela primeira vez após muitos anos de queixas, o MPE de Três Lagoas multou a empresa de saneamento por poluir o Rio Paraná. O esgoto da cidade é lançado sem adequação necessária, nas águas do rio Paraná que do lado paulista comemora esse ano um grande período de pesca. As pousadas vem registrando turistas felizes com a captura de milhares de peixes. Mas há problemas novos como as algas que a Usina da CTG (Jupiá), lança correnteza abaixo. Elas eram retiradas pela CESP que tinha projeto de uso na agricultura, como adubação verde. Mas, com a concessão, os Chineses não fazem mais a contenção. Algas enroscam nos motores de barcos e prejudicam a navegação. Peixes são capturados com aquela massa verde nas vísceras.

Despoluir com consciência, educação, mobilização e organização das ações ligadas ao turismo. Não tem fiscalização que consiga conter a destruição. As algas que se proliferam nos reservatórios hidrelétricos, inclusive do Rio Tietê, são denúncias da natureza: o esgoto orgânico de empresas e das residências, amplia a propagação das algas que, apodrecidas, criam ambientes anaeróbicos e com isso, causam grande morte de peixes.

Antônio José do Carmo é jornalista

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