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Aprimore as influências para o sucesso

Por Redação |
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Dizem que somos aquilo que comemos. Eu prefiro uma definição maior: somos aquilo que lemos, ouvimos e uma média exata das cinco pessoas com as quais convivemos. São estas influências externas que vão compor a forma com que pensamos, nos comportamos e decodificamos o mundo.

Quem ouve muita música sobre problemas de relacionamentos, acaba crendo que todo namoro ou casamento é fadado a dar errado. Quem lê ou assiste a muito noticiário sobre tragédias, acaba crendo que estes fatos isolados são a única realidade possível. Todos o que convivem com pessoas que falam de forma errada, pensam pequeno e vivem na inércia, acabam adquirindo estes hábitos.

Desta forma, se quisermos trilhar um caminho para o sucesso profissional e pessoal, temos que melhorar nossas influências externas. Elas têm uma capacidade muito forte de nos moldar.

Segundo estudos sobre as redes neurais e o comportamento humano, tudo aquilo que nós sentimos, ouvimos, pensamos e experimentamos nos afeta de alguma maneira. Esses filtros formam a maneira como percebemos o mundo a nossa volta.

O escritor, conferencista e treinador de carreiras Paulo Vieira ensina que todas as pessoas tendem a buscar grupos com características semelhantes às delas, pois, com eles, esta sincronia é alcançada com mais facilidade. Isso explica. Segundo ele, porque fumantes têm muitos amigos fumantes, obesos têm amigos obesos, solteiros têm amigos solteiros etc.

Mas, se um não fumante entra em um grupo de fumantes, a tendência é que ele também se torne fumante. Se um obeso entra em um grupo de pessoas magras, a tendência é que ele perca peso. Ou seja, nossas relações podem nos influenciar positiva e negativamente.

Para reforçar sua tese, Vieira cita estudos dos norte-americanos Fowler e Christakis que revelam que uma pessoa feliz aumenta em 15% as chances de felicidade de seus amigos, em 10% as chances de felicidade dos amigos dos seus amigos (conexões de 2º grau) e em 6% as chances dos amigos dos amigos dos seus amigos (conexões de 3º grau). Já a obesidade pode influenciar até conexões de 4º grau (o amigo do amigo do amigo do amigo).

Diante de tudo isso, temos que começar, agora, a apurar melhor as nossas influências. Todos nós, que queremos atingir objetivos maiores, devemos tomar mais cuidado com o que ouvimos, pois isto influenciará nossos pensamentos. E é nossa mente que molda nosso comportamento.

Para chegar ao sucesso – melhor emprego, qualidade de vida ou seja o que for – temos que usar todos os nossos sentidos. E eles são todos influenciáveis pelo meio em que estamos inseridos.

Jean Oliveira é jornalista, bacharel em Turismo e funcionário público municipal

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