A Justiça manteve o bloqueio de bens de até R$ 937.612,80 do ex-prefeito de Pereira Barreto Arnaldo Shigueyuki Enomoto (PSDB), de uma empresa de consultoria de marketing e seu proprietário, que foi coordenador da campanha do tucano nas eleições de 2012, em processo por improbidade administrativa por conta de possíveis irregularidades em licitação realizada em 2013.
O Ministério Público acusa os réus de direcionarem licitação para a contratação da empresa, com o objetivo de beneficiar o coordenador da campanha eleitoral de Enomoto. Segundo o órgão, após duas prorrogações do acordo, o ex-coordenador teria recebido por meio de sua firma o valor de R$ 234.403,20. O ajuste só terminou em 2017 depois do término da gestão do tucano.
Para a Promotoria de Justiça, o contrato provocou danos aos cofres municipais e os réus violaram os princípios da administração pública, como a eficiência, impessoalidade e legalidade.
Por conta dessas irregularidades, o MP quer que os acusados sejam condenados às penas para a prática de ato de improbidade administrativa: ressarcimento do prejuízo causado ao erário, perda da função pública que eventualmente estiverem ocupando, pagamento de multa civil, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.
Em junho do ano passado, o juiz Luciano Correa Ortega entendeu que a prova documental que acompanhava a denúncia do MP indicou a possibilidade da prática de improbidade administrativa e, diante do perigo de dano, deferiu a liminar (decisão provisória), solicitada pela Promotoria, para bloquear os bens dos réus.
A defesa dos acusados ingressou com recurso, que acabou não sendo aceito pelo magistrado em sentença publicada ontem.
A reportagem não conseguiu contato com Enomoto até o fechamento desta edição.
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