Araçatuba

Metade da população brasileira é sedentária, diz OMS

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Há três anos, o advogado Galber Henrique Pereira Rodrigues, de 38 anos, pesava 120 kg. Com vários problemas de saúde e totalmente sedentário, tinha dificuldades em executar até mesmo atividades normais, incluindo o próprio trabalho. De acordo com ele, o convívio social também era prejudicado. "Eu tinha hipertensão arterial, tomava dois medicamentos (um de manhã e outro a noite), tinha gastrite além de stress. Por várias vezes eu parava no hospital para tomar calmante e medicamento para reduzir a pressão", relembra. E foi uma consulta ao cardiologista que mudou toda essa história. Exames constataram que Rodrigues estava com o início de um novo problema, agora no fígado, esteatose hepática leve. O médico deu duas opções ao paciente: continuar do mesmo jeito, com o agravamento da situação clínica, além de outros possíveis problemas de saúde. Ou mudar de vida, levando a sério a atividade física e acrescentando a reeducação alimentar. "Obviamente, optei pela segunda opção, uma vez que ficou claro que a continuidade da situação em que estava me levaria à morte e certamente não teria a oportunidade de ver meus filhos crescendo", destaca. Depois disso, imediatamente começou a adotar hábitos saudáveis de vida. Matriculou-se em uma academia, iniciou atividades de caminhada e, alguns meses depois, corrida. Atualmente, com 28 quilos a menos, participa de várias competições e, inclusive, até de meia maratona, cuja distância é de 21 km. É visível a melhora na saúde do advogado. Preguiça é algo que não existe mais na rotina dele e executar as tarefas diárias ficou muito mais fácil e prazeroso. "Fiz a melhor escolha e sem qualquer técnica milagrosa. Apenas confiando nas pessoas que me acompanham e de forma correta e moderada, sem pressa, possuindo atualmente uma condição de saúde muito boa que gerou uma melhora significativa em todos os aspectos da minha vida. Agora consigo até traçar novos planos, o que antes sequer passava pela minha cabeça", finaliza. Rodrigues conseguiu vencer o sedentarismo e ter uma vida saudável. Mas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), metade da população brasileira é sedentária. Pesquisa feita pela Organização revela também que o sedentarismo vem aumentando em todo o mundo e já é responsável pelo quarto maior fator de risco de mortalidade. A ausência de uma disciplina de atividades físicas como causa de morte só perde para as doenças relacionadas ao aumento da pressão arterial, ao fumo e à glicemia elevada. O sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como por 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas e desenvolvimento da hérnia de disco e dores nas costas. PRIMEIRO PASSO Sobrepeso, obesidade, alterações circulatórias, como varizes e aumento da probabilidade de depósito de gorduras nas artérias ativando o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e IAM (Infarto Agudo do Miocárdio): isso tudo é o que o sedentarismo pode provocar no indivíduo. De acordo com o cardiologista Flávio Roberto Salatino, especialista que cuidou da saúde do advogado Galber Henrique Pereira Rodrigues, citado no início da matéria, os órgãos mais afetados são o coração, artérias, fígado, ossos e articulações. Ele explica que o primeiro passo para mudar de vida, além da decisão, é procurar um médico cardiologista para uma avaliação inicial e, posteriormente, um preparador fisco ou fisioterapeuta para montar um plano de exercícios, além de um nutricionista para iniciar uma alimentação saudável. Salatino ressalta que a mudança de hábitos aumenta a expectativa de vida do indivíduo. Primeiro, por controle do peso corporal, que diminui os índices de pressão arterial, glicose, colesterol e triglicérides. "Também pela ativação de uma série de hormônios liberados durante exercício, que melhoram o funcionamento das veias/artérias, melhorando o fluxo sanguíneo. Além de melhorar o aspecto psicológico, emocional, que gera prazer e motivação na continuidade das mudanças", finaliza.

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