A Justiça de Araçatuba condenou a mais de 106 anos de prisão, somando as penas de todos os integrantes, uma quadrilha acusada de matar e ocultar o corpo do caminhoneiro Nivaldo Donizeti da Silva, em setembro de 2016. Ele tinha 46 anos na época e seis pessoas foram identificadas pela Polícia Civil suspeitas do crime. Quatro dessas pessoas participaram do roubo e morte e outras duas, falsificaram documentos para despistar a polícia.
Segundo as investigações, no dia 9 de setembro de 2016, o caminhoneiro foi chamado para fazer uma mudança e não foi mais visto. O desaparecimento foi comunicado à polícia pelo filho dele. O caminhão da vítima foi flagrado por radares passando em rodovias de São Paulo e Paraná. O corpo do caminhoneiro foi encontrado dia 11 em um canavial de Guararapes.
Durante as investigações, a polícia descobriu que uma mulher ligou para o caminhoneiro, contratando ele para uma mudança. No local marcado, três dos acusados já esperavam a vítima e roubaram o caminhão dela. O caminhoneiro foi mantido em um cativeiro, numa casa abandonada no bairro Ezequiel Barbosa. Nessa casa, o mandante do crime chamou um homem para levar o caminhão até Guaíra (PR). Foi nesse período que o veículo foi flagrado por radares nas rodovias.
Conforme denúncia do Ministério Público, o caminhoneiro foi morto a tiros enquanto era mantido nesse cativeiro. Em seguida, os acusados decidiram esconder o corpo em Guararapes. O mandante do crime disse à polícia que a ideia era roubar o caminhão para trocar por maconha.
De acordo com a decisão da Justiça, Milton Caetano Vieira, Franciele Tais da Silva Cabrera, Jonathan Rafael Cirino e Jean Pedro Cirino Júnior, que estão presos pelo latrocínio e ocultação de cadáver, não poderão apelar em liberdade e "a prisão preventiva se faz necessária como forma de preservar a aplicação da lei penal, eis que, diante da pena aplicada, é possível que os réus, em liberdade, venham a fugir, a fim de se eximirem do cumprimento da pena privativa de liberdade".
Os outros dois réus foram condenados pela falsificação de documentos. Eles estão soltos, uma vez que foi aplicado o regime aberto, com substituição por pena restritiva de direitos, já que responderam por crime menos grave.
Conforme apurado pela polícia, os dois registraram em cartório uma declaração que Milton estava em Guaira na época do crime. O caminhão até hoje não foi encontrado. Segundo a Polícia Civil, a informação obtida é que o veículo foi levado ao Paraguai.
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