Araçatuba

Greve dos caminhoneiros reduziu alta nas receitas das MPEs

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Crescimento perdeu força com redução no fluxo de pessoas e de mercadorias provocada pela paralisação / Arquivo FR
Crescimento perdeu força com redução no fluxo de pessoas e de mercadorias provocada pela paralisação / Arquivo FR
A greve dos caminhoneiros no mês de maio, que durou 11 dias e levou a uma crise de abastecimento no País, provocou uma redução no ritmo de alta na receita das micros e pequenas empresas (MPEs) paulistas. A pesquisa Indicadores, realizada mensalmente pelo Sebrae-SP, mostra que o faturamento real (já descontada a inflação) dos pequenos negócios foi 0,1% maior em maio deste ano em relação a maio de 2017. Embora o resultado seja positivo, o índice mostra que o crescimento sobre o mesmo mês do ano anterior, registrado consecutivamente há 14 meses, perdeu força, com a redução no fluxo de pessoas e de mercadorias provocado pela paralisação. A receita total do universo das MPEs em maio foi de R$ 60,4 bilhões. Em Araçatuba, um dos exemplos de prejuízos com a greve foi do empresário Rafael Pradela, dono de um bufê. Ele tinha quatro casamentos agendados para os dias em que ocorreram a greve. Em um deles, que seria em Monte Alto, na região de São José do Rio Preto, os noivos optaram por contratar, de última hora, um bufê da cidade, com medo de que a empresa de Araçatuba não conseguisse chegar a tempo e organizar o evento. Pradela disse que, em comum acordo, restituiu todo o valor pago pelos noivos, mas amargou prejuízos, uma vez que os funcionários dele passaram a semana trabalhando na organização da festa. O empresário disse, ainda, que outros três casamentos foram remarcados para o fim do ano ou 2019. O prejuízo que ele teve passou de R$ 160 mil. O decorador Flavio Navona também teve prejuízos com a greve. Ele contou que ficou sem várias flores durante a greve, inclusive perdeu um caminhão cheio delas que seguia de Holambra para Araçatuba. Segundo ele, o prejuízo foi de cerca de R$ 6 mil. De acordo com o Sebrae, as MPEs do setor de serviços puxaram o resultado para baixo, com queda de 5,7% no faturamento, no período. Isso ocorreu porque esses negócios sofreram maior impacto pela menor circulação de pessoas nesse período e dificuldades de abastecimento de combustível. Os serviços de transporte, muito afetados pela greve, também estão presentes entre as MPEs. O comércio registrou alta de 4,7% e o setor industrial teve aumento de 1,5% na receita real. O fato de as MPEs, especialmente no comércio, terem uma forte dependência de clientes que vivem ou trabalham nas proximidades da empresa pode ter tido um impacto positivo em um mês em que os deslocamentos foram prejudicados.
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