O calendário do Bolsa Família de novembro terá uma mudança importante: os depósitos serão realizados entre os dias 16 e 18, concentrando os pagamentos em apenas três datas. Com o cronograma especial, beneficiários com oito finais diferentes do Número de Identificação Social (NIS) receberão o dinheiro na mesma quarta-feira, dia 18.
A alteração faz parte de um calendário extraordinário estabelecido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). A medida busca antecipar o acesso ao benefício durante o período de maior impacto esperado do fenômeno climático El Niño sobre famílias em situação de vulnerabilidade.
De acordo com o governo federal, a programação especial também contempla os pagamentos de outubro e dezembro de 2026. A mudança não modifica as regras de acesso ao programa nem os valores pagos às famílias.
O dia em que o dinheiro estará disponível depende do último algarismo do NIS, número de identificação que consta no cartão do beneficiário.
Veja como ficou a distribuição dos depósitos:
Famílias que vivem em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal têm uma condição diferenciada: recebem no primeiro dia do calendário, sem depender do final do NIS.
O cronograma especial continua no último mês do ano. Em dezembro, os pagamentos também serão concentrados em três datas, conforme o número final do NIS.
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Conforme as informações apresentadas pelo governo, o valor mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. A atualização também elevou os benefícios adicionais pagos de acordo com a composição familiar.
O Benefício de Renda de Cidadania, destinado a cada integrante da família, passou de R$ 142 para R$ 164. Já o Benefício Primeira Infância, pago por criança de até seis anos, foi reajustado de R$ 150 para R$ 173.
Com as mudanças, a estimativa do governo é que o benefício médio aumente de R$ 675 para R$ 777. O impacto financeiro projetado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.
Quem consegue um emprego ou passa a receber uma renda maior não perde necessariamente o Bolsa Família de forma imediata. O programa prevê a chamada Regra de Proteção, que permite a continuidade de parte do pagamento quando a renda familiar ultrapassa o limite de entrada.
Pelas regras informadas no texto-base, a família pode continuar recebendo 50% do benefício se a renda mensal por pessoa não superar R$ 706. O período de permanência varia conforme a origem da renda:
Há ainda uma regra de transição para famílias que já estavam protegidas até junho de 2025. Nesse caso, o prazo pode chegar a dois anos, com limite de renda de R$ 759 por integrante.
Se a renda familiar voltar ao limite de até R$ 218 por pessoa, o pagamento integral do Bolsa Família poderá ser restabelecido, conforme as condições do programa.
Os beneficiários podem verificar o valor liberado e a data do depósito pelos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem.
Quem precisar de informações sobre cadastro e regras do programa também pode entrar em contato com o Disque Social 121, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Outra opção é procurar a central de atendimento da Caixa Econômica Federal, pelo telefone 111.