Durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça a importância de combater informações falsas sobre prevenção, exames e tratamentos da doença. A circulação de conteúdos incorretos pode atrasar o diagnóstico e comprometer as chances de sucesso do tratamento.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, excluídos os tumores de pele não melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de pouco mais de 70 mil novos casos por ano no país.
Diante desse cenário, a Anvisa destaca três informações falsas que precisam ser combatidas para garantir que a população tenha acesso a orientações seguras e baseadas em evidências científicas.
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1. Mamografia só é indicada para mulheres acima de 50 anos
Falso. A indicação da mamografia depende de fatores como idade, histórico de saúde, risco individual e avaliação médica. Por isso, a necessidade de realizar o exame deve ser definida de acordo com as características de cada paciente.
Além disso, conforme atualização recente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde devem cobrir a mamografia digital sem restrição de idade ou gênero, desde que exista indicação médica.
A realização dos exames recomendados pelos profissionais de saúde é importante para identificar possíveis alterações e favorecer o diagnóstico precoce.
2. Um mamógrafo moderno garante a qualidade do exame
Falso. Embora a tecnologia seja importante, a utilização de equipamentos modernos, isoladamente, não garante a precisão ou a segurança dos exames.
A qualidade da mamografia depende de uma série de fatores, incluindo a manutenção periódica dos equipamentos, a realização de controles de qualidade rigorosos e as condições adequadas de funcionamento e operação dos serviços de radiologia.
A Anvisa estabelece diretrizes e instrumentos para garantir padrões de qualidade nos serviços de mamografia públicos e privados em todo o Brasil. Esses estabelecimentos estão sujeitos à fiscalização sanitária.
3. Todo produto que promete tratar o câncer é confiável
Falso. Produtos que prometem cura rápida, tratamentos milagrosos ou resultados sem comprovação científica podem representar riscos à saúde, especialmente quando não possuem registro sanitário ou têm procedência desconhecida.
A orientação é desconfiar de promessas extraordinárias e procurar profissionais de saúde qualificados antes de iniciar qualquer tratamento. A substituição de terapias comprovadas por métodos sem eficácia demonstrada pode atrasar o atendimento adequado.
O diagnóstico e o tratamento devem ser conduzidos por profissionais habilitados, com base em evidências científicas e nas necessidades de cada paciente.
Como combater a desinformação sobre o câncer de mama?
Para evitar informações falsas, a recomendação é consultar profissionais de saúde e buscar orientações em canais oficiais e fontes confiáveis. A indicação e a frequência dos exames devem considerar as características individuais de cada paciente.
Também é importante verificar a procedência dos medicamentos e evitar a automedicação ou o uso de terapias alternativas sem eficácia comprovada.
Durante o Outubro Rosa, a conscientização sobre a doença vai além da divulgação de informações: envolve incentivar o cuidado com a saúde, esclarecer dúvidas e contribuir para que as mulheres tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados no menor tempo possível.