29 de outubro de 2026
CUIDADO!

Outubro Rosa: 3 informações falsas sobre o câncer de mama

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Magnific
A desinformação pode atrasar o diagnóstico do câncer de mama. Por isso, a Anvisa orienta a população a desconfiar de promessas milagrosas e buscar orientação médica.

Durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça a importância de combater informações falsas sobre prevenção, exames e tratamentos da doença. A circulação de conteúdos incorretos pode atrasar o diagnóstico e comprometer as chances de sucesso do tratamento.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, excluídos os tumores de pele não melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de pouco mais de 70 mil novos casos por ano no país.

Diante desse cenário, a Anvisa destaca três informações falsas que precisam ser combatidas para garantir que a população tenha acesso a orientações seguras e baseadas em evidências científicas.

VEJA MAIS :

1. Mamografia só é indicada para mulheres acima de 50 anos

Falso. A indicação da mamografia depende de fatores como idade, histórico de saúde, risco individual e avaliação médica. Por isso, a necessidade de realizar o exame deve ser definida de acordo com as características de cada paciente.

Além disso, conforme atualização recente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde devem cobrir a mamografia digital sem restrição de idade ou gênero, desde que exista indicação médica.

A realização dos exames recomendados pelos profissionais de saúde é importante para identificar possíveis alterações e favorecer o diagnóstico precoce.

2. Um mamógrafo moderno garante a qualidade do exame

Falso. Embora a tecnologia seja importante, a utilização de equipamentos modernos, isoladamente, não garante a precisão ou a segurança dos exames.

A qualidade da mamografia depende de uma série de fatores, incluindo a manutenção periódica dos equipamentos, a realização de controles de qualidade rigorosos e as condições adequadas de funcionamento e operação dos serviços de radiologia.

A Anvisa estabelece diretrizes e instrumentos para garantir padrões de qualidade nos serviços de mamografia públicos e privados em todo o Brasil. Esses estabelecimentos estão sujeitos à fiscalização sanitária.

3. Todo produto que promete tratar o câncer é confiável

Falso. Produtos que prometem cura rápida, tratamentos milagrosos ou resultados sem comprovação científica podem representar riscos à saúde, especialmente quando não possuem registro sanitário ou têm procedência desconhecida.

A orientação é desconfiar de promessas extraordinárias e procurar profissionais de saúde qualificados antes de iniciar qualquer tratamento. A substituição de terapias comprovadas por métodos sem eficácia demonstrada pode atrasar o atendimento adequado.

O diagnóstico e o tratamento devem ser conduzidos por profissionais habilitados, com base em evidências científicas e nas necessidades de cada paciente.

Como combater a desinformação sobre o câncer de mama?

Para evitar informações falsas, a recomendação é consultar profissionais de saúde e buscar orientações em canais oficiais e fontes confiáveis. A indicação e a frequência dos exames devem considerar as características individuais de cada paciente.

Também é importante verificar a procedência dos medicamentos e evitar a automedicação ou o uso de terapias alternativas sem eficácia comprovada.

Durante o Outubro Rosa, a conscientização sobre a doença vai além da divulgação de informações: envolve incentivar o cuidado com a saúde, esclarecer dúvidas e contribuir para que as mulheres tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados no menor tempo possível.