O cinema brasileiro viveu momentos marcantes nas primeiras décadas do século 21, com produções que conquistaram reconhecimento internacional, abordaram questões sociais e ampliaram a presença do país nos principais festivais do mundo. Para reunir parte dessa trajetória, um levantamento publicado pela Folha de S.Paulo em março de 2026 selecionou os 50 melhores filmes brasileiros do período, com base nos votos de 100 profissionais e especialistas.
A votação considerou longas lançados a partir de 2001 e reuniu diferentes gêneros, incluindo ficção, documentários, animações e obras experimentais. Cada participante escolheu dez títulos em ordem de preferência, com pontuação maior para os primeiros colocados. O resultado destacou filmes que marcaram a história recente do audiovisual nacional.
Entre os destaques estão “Cidade de Deus”, que ocupa a primeira posição, “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”, produções que também colocaram o cinema brasileiro em evidência no exterior. A lista contempla tanto obras conhecidas pelo grande público quanto filmes que ganharam espaço principalmente entre críticos e pesquisadores.
O reconhecimento em festivais e premiações ajuda a dimensionar o alcance de algumas produções brasileiras. “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou os prêmios de melhor direção e melhor ator, para Wagner Moura, no Festival de Cannes de 2025. Já “Bacurau”, dos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, recebeu o Prêmio do Júri no mesmo festival em 2019.
“Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, também alcançou projeção mundial e recebeu indicação ao Oscar de melhor filme internacional na edição de 2025. “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, conquistou o prêmio do público na mostra Panorama do Festival de Berlim em 2015.
Essas conquistas mostram a variedade de caminhos percorridos pelo cinema nacional, que reúne desde dramas históricos e retratos da desigualdade até experimentações narrativas e documentários.
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A seguir, os títulos aparecem na mesma ordem do ranking elaborado a partir da votação dos 100 convidados. A classificação representa a preferência dos participantes, e não uma contagem do número de prêmios conquistados por cada filme.
O ranking evidencia que o cinema brasileiro do século 21 não se limita às produções de maior bilheteria. Documentários como “Edifício Master” e “Jogo de Cena” dividem espaço com dramas urbanos, obras experimentais e filmes que discutem desigualdade, violência, identidade e relações familiares.
A presença de títulos como “Cidade de Deus” e “Carandiru” também reforça a importância de histórias que abordam a realidade social brasileira. Já produções como “O Menino e o Mundo” demonstram a força da animação nacional, enquanto “Marte Um” evidencia a presença de narrativas contemporâneas centradas em personagens e famílias comuns.
O resultado funciona como um panorama da produção nacional nas primeiras décadas do século, reunindo obras reconhecidas pela crítica e filmes que ajudam a compreender as transformações culturais e estéticas do país.