09 de outubro de 2026
VIOLÊNCIA POLÍTICA

Tiro em ato pró-Lula na UFS provoca correria; PM é suspeito

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais

Um disparo de arma de fogo durante uma manifestação política favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou momentos de tensão e correria na noite de quinta-feira (8), em frente à Universidade Federal de Sergipe (UFS). Um policial militar é suspeito de ter efetuado o tiro, segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). O agente foi afastado das funções, e a arma que teria sido utilizada foi recolhida para investigação.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram participantes deixando o local às pressas após o disparo. Os manifestantes vestiam roupas vermelhas e utilizavam símbolos associados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com os relatos iniciais, um homem que estava em um veículo teria efetuado o disparo nas proximidades do ato. A investigação busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência e confirmar a autoria do tiro.

Investigação apura origem do disparo

O sargento Manoel Messias dos Santos, da Polícia Militar de Sergipe, foi afastado preventivamente de suas atividades. A arma recolhida será submetida à perícia, e o suspeito deverá passar por exame residuográfico, procedimento que pode identificar vestígios de disparo de arma de fogo.

As autoridades também procuram imagens que ajudem a reconstruir o episódio e esclarecer o que aconteceu antes, durante e depois do tiro.

A manifestação foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Sergipe (DCE/UFS). A programação previa discussões sobre políticas públicas voltadas aos estudantes, o cenário político-eleitoral brasileiro, a participação dos jovens nas eleições e a importância do voto para a democracia.

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública afirmou que trabalha para assegurar a tranquilidade durante o processo democrático, especialmente no contexto do segundo turno das eleições. O órgão também ressaltou a importância de garantir o direito à livre manifestação e a segurança da população.


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Caso repercute entre autoridades em Brasília

O episódio ganhou repercussão nacional e motivou manifestações de integrantes do governo federal nas redes sociais.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, associou o suspeito ao campo político bolsonarista. Em publicação, classificou o caso como um disparo contra uma manifestação favorável a Lula e mencionou outros episódios de violência política no país.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também se pronunciou. Ele afirmou que o episódio deve ser analisado no contexto da radicalização política e alertou para os riscos da violência contra manifestações e participantes do processo democrático.

Messias relacionou o caso a episódios anteriores de violência política no Brasil, incluindo os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do disparo e a eventual responsabilidade do policial suspeito. Até que os resultados das perícias e das apurações sejam concluídos, a autoria e a motivação do episódio precisam ser tratadas como questões sob investigação.